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O cientista Brad Lister retornou à floresta tropical de Luquillo, em Porto Rico, depois de 35 anos para descobrir que 98% dos insetos haviam desaparecido do solo.

Ele pode notar a diferença de cara: não havia pássaros em nenhum lugar.

Aos poucos, Lister chegou à conclusão aterradora: a população de insetos que uma vez forneceu alimento abundante para as aves em todo o montanhoso parque nacional havia desmoronado.

No chão, 98% tinham ido embora. Nas copas frondosas, 80% haviam desaparecido. “É um verdadeiro colapso das populações de insetos na floresta tropical. Começamos a perceber que isso é terrível – um resultado muito, muito perturbador”, disse.

Desastre ecológico

Os insetos são 17 vezes mais abundantes que os humanos na Terra, e fundamentais para a cadeia alimentar. Seu colapso beira um “Apocalipse Ecológico” e o culpado mais provável é, de longe, o aquecimento global.

O trabalho em Porto Rico é apenas um dos poucos estudos que avaliam essa questão vital.

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Árvores em meio à neblina da floresta equatorial no Parque Nacional de Gunung Palung, na Ilha de Bornéu, na Indonésia. (FOTO DE TIM LAMAN, NAT GEO IMAGE COLLECTION).

Em todo assunto, há dois lados a considerar; quando pensamos nos cupins nas cidades e mesmo na agricultura, logo pensamos em como exterminá-los; entretanto o presente trabalho, nos trás novas perspectivas do ponto de vista da conservação, a importância que esses seres extremamente organizados, proporcionam ao meio ambiente de uma floresta, como decompositores.

Árvores, algumas das mais altas do mundo, erguiam-se diante de Hannah Griffiths e seus colegas toda manhã quando eles adentravam um trecho intacto de floresta equatorial na Bacia de Maliau, em Bornéu. Pássaros cantavam e animais silvestres apareciam de vez em quando. Um dia, um urso-malaio surgiu na frente deles. No outro, uma cobra real se esgueirou pelo caminho.

Contudo os cientistas continuavam andando, atravessando pontes suspensas e adentrando cada vez mais a floresta, onde haviam instalado uma série de experimentos para analisar os efeitos ecológicos de criaturas menores e menos chamativas: os cupins.

Os cupins, como eles já sabiam, dominam o chão da floresta, mastigando folhas que caem das árvores, escavando túneis e arejando o solo em uma verdadeira “engenharia” do ecossistema. Mas eles não conheciam exatamente a importância que os insetos têm na manutenção da saúde e do funcionamento da floresta—então tiveram que descobrir o papel dos cupins, retirando-os de uma determinada área da floresta e verificando a reação do ambiente.

Por sorte, eles começaram o experimento quando a floresta passava por uma grande estiagem, durante o fenômeno El Niño de 2015-2016. E o que eles descobriram—resumido em um estudo publicado na revista científica Science foi inesperado: os cupins estavam por toda parte—quase o dobro da quantidade encontrada em um ano com precipitação normal. E esses cupins ajudaram a floresta a suportar a estiagem e manter-se intacta e saudável: nas áreas ricas em cupins, o solo permaneceu úmido, mais sementes de árvores germinaram e o sistema prosperou, apesar do longo e duro período de seca.

“Eles são como um seguro ecológico”, afirmou Griffiths, entomologista da Universidade de York no Reino Unido. Os cupins, explica ela, acabaram protegendo a floresta do estresse das mudanças climáticas.

Cupins ao resgate

Os cupins têm má reputação. Eles viram notícia, pois consomem bilhões de dólares em bens todos os anos nos Estados Unidos—e, por vezes, literalmente comem dinheiro. Eles são responsáveis por cerca de 2% das emissões de carbono globais, apenas em razão de suas populações enormes e devido à tendência de se alimentarem de materiais ricos em carbono. Uma indústria inteira está direcionada ao extermínio deles.

Contudo, eles exercem um papel fundamental em muitos ecossistemas naturais. Os cientistas sabem há anos que, em florestas tropicais, os cupins alimentam-se de folhas caídas e madeira morta, mantendo o número de troncos caídos sob controle e devolvendo ao sistema nutrientes do material morto para serem usados por outras plantas, insetos e animais.

Foi muito difícil identificar o papel exato dos cupins em muitos dos ecossistemas habitados por eles—quem exatamente era responsável pela maior parte da arrumação do chão da floresta: os cupins, os micróbios do solo, as formigas ou todos eles juntos? Mas a equipe descobriu uma forma de exterminar os cupins, e apenas os cupins de algumas pequenas regiões da floresta, colocando montinhos de celulose envenenada como iscas—“bem parecidos com rolos de papel higiênico”, afirma Griffiths—que apenas os cupins eram capazes de digerir. O que restou foi um ecossistema praticamente livre de cupins que pôde ser comparado a ecossistemas não afetados, permitindo identificar o papel exato exercido pelos insetos.

Em anos sem estiagem, eles observaram, não havia muita diferença entre os lotes normais e aqueles em que eles retiraram os cupins. Entretanto, durante a estiagem, os efeitos foram acentuados. Onde havia mais cupins alimentando-se de depósitos de folhas mortas, o solo permaneceu úmido e sementes germinaram, ajudando a floresta a enfrentar a pior estiagem em 20 anos.

“Os cupins podem ser eficientes para abrandar as mudanças climáticas”, afirma Rob Pringle, ecologista da Universidade de Princeton, que não participou do estudo. “Quanto mais fizermos para tentar manter a integridade dos conjuntos de comunidades naturais, mais resistentes elas estarão aos desafios futuros, como as mudanças climáticas”.

Um futuro árido

Cientistas preveem que, com o avanço das mudanças climáticas, as estiagens da região podem se tornar mais severas, causando ainda mais estresse aos últimos fragmentos da floresta equatorial intocada de Bornéu, conta Jane Hill, entomologista da Universidade de York, que trabalha na floresta de Maliau há anos. Contudo, para ela, a mensagem está clara: os cupins são importantes para manter a integridade da floresta diante das mudanças climáticas.

Entretanto, a maior parte das florestas tropicais restantes no mundo—em Bornéu e em outros lugares—não é tão perfeita e inexplorada assim e, em muitas delas, as populações de cupins já foram drasticamente reduzidas. “Muitas florestas foram fragmentadas ou degradadas”, afirma Hill. “Qual o grau de resiliência delas?”.

E, em um futuro determinado pelo clima, até o reforço que os cupins podem oferecer à floresta pode não ser suficiente. “É evidente que os cupins têm o potencial de serem muito benéficos”, conta Carina Tarnita, ecologista da Universidade de Princeton, que não participou do estudo. “Mas o que acontecerá com eles após os efeitos das mudanças climáticas? Até quando conseguirão aguentar?”.

Para Griffiths, o seu próprio estudo lhe mostrou o quanto ainda temos que aprender sobre as inter-relações desse ecossistema com o ecossistema de florestas tropicais ao redor do mundo. Eles descobriram a verdadeira importância dos cupins ao sistema por acaso, porque decidiram estudar a estiagem, destaca ela. E isso “me preocupa”, prossegue, “porque me faz pensar no que mais não sabemos? Se começarmos a destruir comunidades biológicas, nunca conheceremos as consequências”.

Fonte: National Geographic.

Em muitos casos, a vida moderna, nos traz muitos problemas ambientais, que não nos damos conta, por exemplo, o que o uso de um simples protetor solar, tema ver com recifes de corais; qual a relação das pílulas anticoncepcionais, com a vida marinha; plantações de frutas com mudanças climáticas ou o uso de xampus com diminuição de de habitats de espécies de macacos; ainda os aromatizantes de ambiente com a saúde humana. Melhor prestar atenção a isso, senão vejamos.

A República de Palau e suas ilhas são um destino famoso entre os amantes de mergulho, por seus recifes intocados e vida marinha subaquática abundante
Palau proibiu o uso de protetores solares, produtos que impactam negativamente a vida marinha e também os recifes de coral

Palau se tornou o primeiro país a proibir o uso de protetores solares para proteger seus vulneráveis ​​recifes de coral.

Para muitos consumidores, os efeitos nocivos do produto talvez sejam uma novidade.

Mas pesquisadores acreditam que os 10 ingredientes químicos encontrados na composição dele são altamente tóxicos para a vida marinha e podem tornar os corais mais suscetíveis à descoloração.

O protetor solar, porém, está longe de ser o único produto do cotidiano com impactos negativos sobre o meio ambiente.

A seguir, confira outros cinco, que poderão lhe surpreender. Alguns deles, com riscos inclusive à saúde:

As pílulas anticoncepcionais

Um estudo realizado em 2016 na Suécia encontrou evidências de uma desvantagem incomum nas pílulas anticoncepcionais.

Lina Nikoleris, autora do estudo, descobriu que o hormônio etinilestadiol (EE2), uma versão sintética do estrogênio encontrado em algumas pílulas, estava mudando o comportamento e a genética de alguns peixes.

Quando liberado na água como um resíduo, o EE2 demonstrou ser a causa de mudanças no equilíbrio genético de peixes como o salmão e a truta, que têm mais receptores de estrogênio que os humanos.

Cartelas de pílulas anticoncepcionais
O efeito negativo de pílulas anticoncepcionais sobre o meio ambiente tem sido comprovado pela ciência

O estudo também identificou que esse hormônio torna mais difícil para os peixes capturar alimentos.

“Estudos anteriores mostraram que os peixes também desenvolvem problemas para procriar”, disse Nikoleris.

“Isso pode levar à extinção de toda uma população de peixes, assim como a outras consequências para ecossistemas inteiros.”

Abacates

Também há más notícias para os amantes do abacate. Este alimento também é prejudicial ao meio ambiente.

A organização holandesa Water Footprint Network, que faz campanha pelo uso mais eficiente da água, calculou que, para cultivar um único abacate, são necessários cerca de 272 litros de água.

Imagem mostra homem trabalhando em indústria de abacates
A produção em massa de abacates pode ser responsável por secas em algumas áreas

Os efeitos disso são devastadores para as regiões onde a fruta é cultivada.

Em 2011, uma investigação conduzida pelas autoridades de água no Chile encontrou pelo menos 65 plantações de abacate que desviam ilegalmente rios e outras fontes de água para irrigação.

Há quem culpe esses esses agricultores por uma forte seca que atingiu a região e forçou moradores a escolherem entre usar a água para beber ou tomar banho.

Abacaxis

Outro alimento popular também engrossa a lista dos que impactam o meio ambiente: o abacaxi.

A chamada “rainha das frutas” é cultivada a um ritmo que em algumas partes do mundo está afetando negativamente o planeta.

Na Costa Rica, um dos maiores produtores mundiais de abacaxis, milhares de hectares de florestas foram desmatados para dar lugar a essas frutas.

Imagem mostra homem jogando abacaxis na carroceria de um veículo
Para cultivar o abacaxi é preciso usar grandes quantidades de pesticidas

A Federação de Conservação da Costa Rica diz que florestas inteiras desapareceram da noite para o dia, causando danos irreversíveis.

Os abacaxis são produzidos em grandes monoculturas – a produção intensiva de um único cultivo – e exigem uma grande quantidade de pesticidas, que também podem ser prejudiciais ao meio ambiente.

Xampus

O óleo de palma é um dos óleos vegetais mais eficientes e versáteis do planeta, mas seu uso generalizado levou a um desmatamento expressivo.

Em um relatório de 2018, o grupo de conservação WWF alertou que a transformação de florestas tropicais e turfeiras em plantações de óleo de palma liberou “enormes quantidades de dióxido de carbono, alimentando mudanças climáticas e destruindo o habitat de espécies como os orangotangos”.

Enquanto muitos estão cientes da presença de óleo de palma em produtos comestíveis, como chocolate, margarina, sorvete, pão e biscoitos, menos gente conhece o seu papel em diversos produtos para o lar.

Prateleiras exibem várias marcas de xampu em uma loja
Produtos de uso cotidiano, como xampus, podem conter óleo de palma, cuja produção tem levado a grandes desmatamentos

No xampu, por exemplo, o óleo de palma é usado como uma forma de condicionador.

O mesmo óleo é encontrado em produtos como batons, detergentes para a roupa, sabonetes e pastas de dente.

Aromatizantes

Não é apenas com a poluição do ar que as pessoas devem tomar cuidado.

A má qualidade do ar dentro de casa, causada por produtos domésticos do dia-a-dia, como os aromatizantes, é tão ou mais preocupante.

Os aromatizantes muitas vezes contêm uma substância química chamada limoneno, comumente usada para dar um perfume cítrico ao ambiente, e também é usado em alimentos.

Aromatizante de ambientes

Não é o fato de conter um produto químico, por si só, que faz dele um grande perigo para a saúde.

Mas uma vez liberado no ar ele pode se tornar um problema.

Um experimento realizado pela BBC identificou que quando o limoneno reage com o ozônio presente no ar, produz formaldeído – um dos produtos químicos de uso atual mais comuns e cercados de riscos.

De acordo com informações publicadas pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, a exposição a altas concentrações desse produto pode causar falta de ar, salivação excessiva, espasmos musculares, coma e eventualmente a morte.

O formaldeído também é considerado cancerígeno para humanos.

Fonte: BBC

Além da abelha, outros animais produzem mel (Foto: Wikimedia Commons)
(FOTO: WIKIMEDIA COMMONS)

São muitos os perigos para as abelhas nos dias de hoje. Agrotóxicos, doenças e até estresse estão ligados ao colapso de colméias dos polinizadores fundamentais para a produção de alimentos em todo o mundo. Enquanto diversos estudos apontam para o declínio das populações de abelhas, Dalial Freitak e Heli Salmela, da Universidade de Helsinque, buscam formas de salvá-las.

Trabalhado com insetos e o sistema imunológico ao longo de sua carreira, começando com mariposas, Freitak notou que, se a geração dos pais é exposta a certas bactérias através de sua comida, suas crias mostram respostas imunes elevadas.

Acontece que, diferente dos mamíferos, os insetos não tem nenhum sistema de memória imunológica, como os anticorpos, e a pesquisadora não entendia direito como o processo acontecia.

Foi então que, já na Universidade de Helsinque Dalial Freitak encontrou Salmela, que trabalhava com a vitelogenina, uma proteína que dá origem a formação da gema do ovo e tem ligação direta com o desenvolvimento das abelhas. Os cientistas descobriram que quando as abelhas rainhas comiam algo que causasse doenças, a vitelogenina era ativada e transmitia informações de respostas imunes futuras aos ovos da rainha, realizando a imunização.

“Agora descobrimos o mecanismo para mostrar que você pode realmente vacinar as abelhas. Você pode transferir um sinal de uma geração para outra”, afirmou Freitak.

Os pesquisadores planejam agora desenvolver uma vacina contra a loque americana, uma doença bacteriana que é a mais difundida e destrutiva entre as crias de abelhas. “Nós já iniciamos testes iniciais. O plano é ser capaz de vacinar contra qualquer micróbio”, afirma Freitak.

“Precisamos ajudar as abelhas. Mesmo um pouco teria um grande efeito na escala global. Claro, as abelhas também têm muitos outros problemas: pesticidas, perda de habitat e assim por diante, mas doenças surgem juntas com esses problemas de qualidade de vida”, continuou a pesquisadora.

“Se pudermos ajudar as abelhas a serem mais saudáveis ​​e se pudermos salvar até mesmo uma pequena parte da população de abelhas com essa invenção, acho que fizemos nossa boa ação e salvamos um pouco o mundo.”

Essa é a boa nova que o mundo esperava ansiosamente.

Fonte: Revista Galileu

Mosquito pica uma pessoa
Método eliminaria a capacidade de mosquito transmitir malária

Uma enzima encontrada em um camarão luminoso está ajudando pesquisadores a testar drogas que bloqueiam a transmissão da malária.

Cientistas da Universidade de São Paulo (USP) criaram um parasita transgênico e introduziram em seu DNA a sequência genética responsável pela produção da nanoluciferase, uma proteína fabricada comercialmente pela empresa americana de biotecnologia Promega a partir da substância extraída do crustáceo.

No laboratório, o micro-organismo transgênico é colocado em contato com a droga que se quer testar. Se ela for ineficiente, ou seja, incapaz de impedir a transmissão da doença, a nanoluciferase emite luz.

Inicialmente, foram testadas 400 substâncias, das quais nove se mostraram eficientes contra o parasita causador da malária. Elas funcionariam como uma espécie de “cura” do mosquito. Quer dizer, eliminariam a capacidade do inseto de transmitir a doença.

O ciclo de vida do parasita da malária

Plasmodium e células sanguíneas
Malária é causada em humanos por pelo menos cinco espécies do parasita plasmodium

Para entender o funcionamento do teste é preciso saber um pouco sobre o ciclo de vida do Plasmodium, o protozoário que causa a malária.

Segundo o pesquisador Daniel Youssef Bargieri, do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo (USP), responsável pela equipe que criou o micro-organismo transgênico, a malária é causada em humanos por pelo menos cinco espécies do Plasmodium – mas são conhecidas cerca de cem, que infectam outros primatas, aves, répteis e vários mamíferos.

“No nosso laboratório, usamos como modelo de estudo o Plasmodium berghei, que infecta camundongos, não pessoas”, conta.

De acordo com Bargieri, o ciclo de vida do micro-organismo é complexo. “Ele se multiplica no sangue, dentro de hemácias. É essa proliferação que causa a doença que conhecemos como malária”, explica.

Durante o processo, contudo, parte dos parasitas no sangue pode se transformar em gametócitos, uma fase sexuada (ou seja, com machos e fêmeas) em que o protozoário deixa de se multiplicar.

Nessa fase, caso o indivíduo contaminado seja picado por um mosquito do gênero Anopheles, que é o agente transmissor do Plasmodium, o protozoário reinicia o ciclo, infectando outro hospedeiro.

Drogas mais eficazes para impedir a transmissão da doença

Hoje existem medicamentos que tratam a malária em humanos de maneira bastante eficaz. Em poucos dias, o paciente é curado. Essas drogas agem contra as formas do parasita que se multiplicam no sangue (aquelas que causam a doença).

“O tratamento não é muito eficaz, no entanto, contra os gametócitos”, diz Bargieri.

“Ou seja, a pessoa é curada, mas continua carregando as formas do micro-organismo que são transmitidas para o mosquito. Isso significa que, mesmo depois do tratamento, ela pode ser fonte de transmissão.”

Por isso, o pesquisador e seu grupo decidiram criar um modelo para testar drogas que sejam capazes de impedir que isso ocorra.

“Para isso, criamos o parasita transgênico que produz a nanoluciferase apenas quando há a formação de um zigoto”, explica o pesquisador.

Assim, ele emite luz quando os gametócitos se transformam em gametas e esses fertilizam para formar um zigoto – o que significa que a substância testada não é eficiente contra a transmissão.

Ele conta que o experimento foi feito em poços bem pequenos de placas de laboratório – cada uma delas tem 96, mas existem outras com 384 e 1.536 poços. Em cada um deles é colocada uma droga diferente.

“Depois, nós colocamos os gametócitos nos poços, em condições em que eles acham que estão no mosquito, isto é, em um meio de cultura que imita as condições encontradas pelo parasita no organismo do inseto”, explica Bargieri.

“Ocorre, portanto, a fertilização e, depois de seis horas, conseguimos medir quanto de luz cada pocinho emite. Se houver emissão, é porque ocorreu a fertilização. Caso contrário, é porque ela não aconteceu. Com esse micro-organismo transgênico, podemos testar milhares de drogas ao mesmo tempo, procurando aquelas que impedem a emissão de luz, ou seja, as que evitam a fertilização.”

Resistência do parasita leva à busca por novas drogas

Embora existam vários remédios eficientes para o tratamento da malária, sempre há uma corrida em busca de novos, pois, com o tempo, o parasita desenvolve resistência a eles.

Profissional faz exame em laboratório
Pesquisadores brasileiros já testaram 9 mil drogas para evitar a transmissão da malária

“Além disso, as drogas disponíveis atualmente são pouco eficazes contra as formas do micro-organismo que são transmitidas ao mosquito vetor. Há o interesse em se desenvolver medicamentos ou vacinas que possam bloquear a transmissão.”

De quatro das nove drogas promissoras não se conhecia a capacidade de evitar a transmissão da malária. Além das 400 iniciais, o grupo da USP já testou outras 9 mil.

“Agora, estamos avaliando os resultados e definindo as mais promissoras, para que sejam testadas em outros modelos com parasitas que infectam humanos”, informa Bargieri.

“Esses testes são realizados inicialmente oferecendo sangue infectado aos mosquitos”, explica.

“Caso as substâncias que encontramos sejam eficazes no bloqueio da infecção do inseto (bloqueio da transmissão), a etapa seguinte seria testar clinicamente.”

Além disso, o experimento também serviu para validar o método de triagem das substâncias.

Aquelas que se mostrarem com potencial contra a transmissão, entrarão em um grupo de drogas estudadas como potencialmente antimaláricas e que agem em diferentes estágios do desenvolvimento do parasita.

A ideia é que aquelas que bloqueiam a transmissão sejam administradas em combinação com os medicamentos atuais, de modo que a pessoa volte para casa curada e sem transmitir a doença.

E assim vamos avançando, eliminando os flagelos que nos assolam desde há muito; parabéns aos pesquisadores que sabemos que nem sempre têm à disposição, nem mesmo reagentes e a cada ano as esparsas verbas, são diminuídas.

Fonte: BBC

As pegadas que deixamos na natureza, podem ser “APAGADAS”, pelo menos em parte nos oceanos, mediante uma nova tecnologia revolucionária, indo muito além da remoção pura e simples por iniciativa de pessoas, limitado ás praias; entretanto esse projeto é bem mais alvissareiro, vejamos.
Oceano com barreira de contenção
Objetivo do ‘projeto serpente’ é coletar lixo da chamada ‘ilha de lixo’ do Oceano Pacífico (Crédito: The Ocean Cleanup)

Quando o adolescente holandês Boyan Slat entrou no mar na Grécia há sete anos, ficou surpreso ao ver mais plástico do que peixe na água. Ficou tão incomodado com a poluição que começou a fazer campanha pela limpeza dos oceanos.

Durante muito tempo, poucas pessoas o levaram a sério. Era apenas um universitário com uma ideia na cabeça. Uma ideia que, à primeira vista, parecia estapafúrdia.

Mas, neste sábado, com o respaldo de grandes investidores e um ambicioso trabalho de engenharia, Slat conseguiu lançar um enorme sistema de coleta de plástico que se assemelha a uma serpente. O dispositivo saiu da baía de São Francisco (EUA) com destino à grande “ilha de lixo” do Pacífico – que fica localizada entre a Califórnia e o Havaí.

Até agora, o foco das campanhas de coleta de plástico tem sido nas praias e consiste, basicamente, em reunir voluntários ao redor do mundo para recolher sacolas plásticas e garrafas do litoral.

Mas poucas são as iniciativas de tentar limpar os oceanos por dentro.

Alguns especialistas se mostram céticos com a iniciativa de Slat. E, apesar dos testes e simulações digitais, ninguém sabe ao certo se a “serpente” vai funcionar.

Por um lado, alguns acham que poderia ser uma distração para o problema mais eminente: o despejo de plástico no mar. Por outro lado, há o receio de que a operação possa causar sérios danos à vida marinha.

Mas Boyan Slat e sua equipe da organização sem fins lucrativos The Ocean Cleanup (A Limpeza do Oceano, em tradução livre) estão convencidos de que a enorme quantidade de plástico nos oceanos exige ação imediata.

Boyan Slat
Até quem tem ressalvas em relação ao efeito prático da ideia de Boyan Slat aplaude a iniciativa de se tentar limpar os oceanos por dentro (Crédito: The Ocean Cleanup)

Qual é o objetivo?

O objetivo da equipe de Slat é alcançar o Pacífico oriental, em especial a ilha da sujeira, onde as correntes circulares marinhas têm concentrado uma grande quantidade de plástico em uma única área.

A meta é reduzir à metade a contaminação dessa área a cada cinco anos, de modo que em 2040 todo o lixo tenha desaparecido.

“Temos muita pressa”, disse Lonneke Holierhoek, diretora de operações do projeto, cuja sede fica em Rotterdam, na Holanda.

O governo holandês é um dos principais patrocinadores, junto com algumas empresas e investidores endinheirados. O projeto, estimado em pelo menos US$ 20 milhões (R$ 80 milhões), já deixou de ser uma ideia de um jovem para se transformar numa iniciativa internacional.

No escritório do projeto, é forte o cheiro de algas e lixo. Nas mesas e no chão, há caixas cheias de fragmentos de plástico, trazidos do mar em expedições anteriores e que representam um lembrete da tarefa que os envolvidos na empreitada têm pela frente.

“Se não fizermos isso”, diz Holierhoek, “todo esse plástico começará a se decompor em pedaços cada vez menores, e quanto menores as peças, mais prejudiciais serão e mais difícil será extraí-las do ambiente marinho.”

Holierhoek é uma engenheira que tem passado as últimas duas décadas dedicando-se a projetos distantes das costas. Não é uma ativista, mas alguém com grande experiência em trabalhar com enormes estruturas no mar.

Para ela, o projeto serpente é um esforço legítimo para tentar reverter a maré de contaminação. “Mais do que falar do problema ou de protestar, trata-se de tentar resolvê-lo”, afirma a engenheira.

Como funciona?

O principal elemento do “projeto serpente” é o sistema de coleta, que é passivo. Isso significa que não há mecanismos ou máquinas. Em vez disso, foi projetado para se mover e pegar gentilmente qualquer plástico em seu caminho.

A máquina tem a forma de uma cobra gigante e é composta por seções de tubos. Mede 600 metros de comprimento e flutua em forma de “U”. Por baixo, carrega uma tela de três metros.

O objetivo é que o sistema de coleta capture plásticos até formar uma massa densa. O peixe deve poder nadar debaixo dele e, como o aparelho tem superfícies lisas, a esperança é que nenhuma espécie sofra danos.

O sistema leva câmeras a bordo, cuja função é monitorar a operação. Aproximadamente a cada seis semanas, um navio viajará até a “serpente” para coletar todo o plástico coletado e levá-lo ao continente, onde será reciclado.

Baia de San Francisco.
“Temos muita pressa”, disse Lonneke Holierhoek, diretora de operações do ‘projeto serpente’ (Crédito: The Ocean Cleanup)

Todo material recuperado deve ser transformado em produtos a serem comercializados com o selo de “feitos a partir de plástico marinho”. Eles serão vendidos a um preço mais alto.

Quais são os potenciais problemas?

Alguns especialistas ouvidos pela BBC News temem que a vida marinha sofra danos.

Qualquer coisa que seja lançada ao mar se cobre de algas rapidamente, atraindo plânctons que, por sua vez, atraem peixes pequenos e, em seguida, peixes maiores.

É por isso que, por exemplo, frotas de pesca industrial instalam “dispositivos de agregação de peixes” para fazer o papel de engodo.

Mas Lonneke Holierhoek tem uma resposta a essas questões. Ela Afirma que um estudo ambiental independente descobriu que esse impacto pode ser minimizado, por exemplo, gerando um ruído pouco antes de o plástico ser coletado, a fim de afugentar o peixe.

Mas Sue Kinsey, da Sociedade de Conservação Marinha, é uma das que não está convencida de que o projeto serpente vai ajudar a resolver o problema da poluição sem causar danos.

Ela diz admirar a paixão e força de vontade dos envolvidos com o projeto, mas o vê com ressalvas.

Lixo coletado do mar
A cada ano, milhões de toneladas de lixo vão parar nos oceanos

“O principal problema são as criaturas que flutuam passivamente no oceano e não conseguem sair do caminho: uma vez que estão nesse campo, elas ficarão presas sem poderem se mover”, diz.

Ela também garante que, em termos de custo, é mais eficaz limpar as praias e se concentrar em evitar que mais plásticos cheguem aos oceanos.

O professor Richard Lampitt, do Centro Nacional de Oceanografia do Reino Unido, também elogia o projeto, mas reconhece que grande parte do plástico que vai parar no mar afunda relativamente rápido, de modo que o esforço não faria uma grande diferença.

Lampitt também destaca os efeitos ao meio ambiente para a construção e execução do projeto serpente, que prevê a construção de 60 dispositivos de coleta e o transporte dos barcos em sua ida e volta, tudo para recuperar aproximadamente 8 mil toneladas de plástico por ano.

“A relação de custo benefício não é nada vantajosa”, diz o professor.

No entanto, um dos pesquisadores do projeto, Laurent Lebreton, diz que o esforço vale a pena. Ele argumenta que os resíduos humanos têm um impacto negativo no mundo natural.

Engenheiros trabalham no projeto
O plástico se tornou parte da cadeia alimentar”, diz Laurent Lebreton, um dos pesquisadores do ‘projeto serpente’ (Crédito: The Ocean Cleanup)

Lebreton mostra como um pequeno pedaço de coral branco cresceu em torno das fibras de uma velha rede de pesca e como na borda irregular de uma garrafa de plástico há marcas inconfundíveis de dentes deixados pela mordida de um peixe.

“Os peixes engolem esse plástico e esses mesmos peixes acabam em nosso prato mais tarde, o plástico se tornou parte da cadeia alimentar”, diz Lebreton.

“Há uma solução: primeiro você precisa ter certeza de que o plástico não entra no ambiente natural, e então você tem que coletar tudo o que acumulamos desde a década de 1950”, acrescenta.

O sistema de coleta levará três semanas para chegar à ilha de lixo, localizada a cerca de 2 mil quilômetros da costa da Califórnia.

Ainda neste ano, deverão estar disponíveis os primeiros resultados de como está funcionando o primeiro projeto serpente, que pretende limpar os oceanos por dentro.

Fonte: BBC

Nem tudo são más notícias para o Brasil; agora  poderemos contar com soro antiapílico ( anti veneno  de abelhas) graças a uma pesquisa brasileira da Unesp, inédita no mundo.

Quem é picado por cobra, sabe que tem que correr para o hospital, pois o soro antiofídico pode salvar uma vida. Se alguém sofre acidente com aranha, escorpião também há medicamentos para cortar o veneno, mas e se for picado por abelhas? Agora existe soro para isso e é uma criação brasileira, da Unesp (Universidade Estadual Paulista) em parceria com o Instituto Vital Brazil. O produto ainda está em fase de testes, mas já com ótimos resultados.

No Brasil, acontecem milhares acidentes com abelhas, todo ano, como aconteceu com a Camila Presoto em agosto de 2016. Ela e o marido tentavam resgatar uma vaga que estava caída em uma ribanceira, quando um enorme enxame se desprendeu de um tronco e impediu o resgate. As abelhas atacaram a Camila. “Foram em torno de 400 a 600 picadas. Sendo 80% na cabeça. Eu imaginei mesmo que ia morrer”, conta Camila.

Camila mora na cidade de Avaré, oeste do Estado de São Paulo, onde trabalha como professora. Mas, na época do acidente, vivia numa fazenda de produção de leite. “Fiquei bem deformada, com dor muscular, inchaço, mancha, me falaram que eu estava com insuficiencia renal”, lembra Camila.

Talvez a Camila não tivesse sobrevivido caso não houvesse sido transferida de Avaré para Botucatu, onde fica a Faculdade de Medicina da Unesp. A faculdade já estava com o soro antiapílico desenvolvido, mas o medicamento inédito nunca tinha sido aplicado em ninguém.

O soro antiapílico se refere a “apis”, que vem do latim, significa abelha. Não está à venda. É de uso exclusivo em pesquisa, só em dois lugares do país: a UPECLIN – Unidade de Pesquisa Clínica da Faculdade de Medicina de Botucatu; e o Hospital Nossa Senhora da Conceição da UNISUL, Universidade do Sul, em Tubarão, Santa Catarina.

Ela conta como aceitou ser cobaia. “Querendo ou não, os remédios que a gente toma para dor de cabeça, teve uma pessoa que experimentou”, fala Camila.

O soro antiapílico é colocado na bolsa de soro fisiológico e, gota a gota, vai sendo infundido lentamente. A quantidade depende do número de picadas.

Outra pessoa que recebeu o soro antiapílico foi o cabo Maurício Lofiego, da Primeira Companhia da Polícia Militar em Botucatu.

Maurício descreve que o meliante embrenhou-se no mato. Ao conduzir o mesmo de volta à viatura, eis que foram atacados por um enxame de abelhas. A sorte do policial foi ter sido levado rapidamente ao posto que fazia o ensaio clínico com o soro. “Eles apresentaram um estudo que estava sendo desenvolvido, que era o soro de abelha e se eu queria fazer parte desse estudo. Não tive sequela”, conta Maurício.
Quem fornece o veneno para a produção do soro antiapílico é o próprio Setor de Apicultura da Unesp de Botucatu, coordenador pelo professor Ricardo Orsi. Não é uma colheita abundante. A extração em dez mil abelhas proporciona apenas um grama de veneno em pó.  A técnica de colheita é antiga. Baseada em choque elétrico.

Usa-se uma placa de acrílico com arame ligado a uma bateria. A abelha não morre. “A gente se preocupa com o bem-estar animal, então a gente se preocupa em fazer uma colheita de forma adequada para que a gente não leve um prejuízo para o desenvolvimento do enxame como um todo”, explica Orsi.

O que muita gente não sabe é que quando a abelha pica um animal ou uma pessoa, a ela perde o ferrão, que crava na pele. Ao levantar voo, fica retida a pontinha do corpo onde está inclusive a bolsa de veneno, que fica pulsando, liberando pequenas gotas tóxicas.

No coletor, não acontece isso, não tem superfície para cravar o ferrão. Ao sentir um pequeno choque, a abelha identifica o objeto como um inimigo a ser eliminado. Ferroa, mas só libera o veneno. O veneno já solidificado é, então, raspado e recolhido a um pequeno tubo. Depois vai para purificação e processamento nos laboratórios do Cevap (Centro de Estudos de Animais Peçonhentos da Unesp).

A importância dos equinos na fabricação do soro

Para mostrar como se faz o soro, de Botucatu, o Globo Rural foi para um haras de Cachoeiras de Macacu, norte do Rio de Janeiro. No local fica a criação de cavalos do Instituto Vital Brazil, uma das 21 instituições brasileiras que produzem soros e vacinas.

A tropa de produção de soro do Instituto Vital Brazil recebe uma alimentação reforçada, equivalente a dos animais de trabalho. Oito quilos de capim picado por dia, mais quatro quilos de ração, sal mineral, pasto à vontade, além de música clássica. É quase um convite à meditação embalado por bufos e compassados movimentos de mandíbulas. A tropa recebe lida gentil. Nada chicote, ferrão, gritaria.

Da tropa sai material para a produção de soros contra cinco tipos de picadas de cobra; aranha, escorpião e abelha. O veneno trabalhado nos laboratórios da Unesp, chega pronto para ser injetado em sessões espaçadas ao longo de uma semana. Cada animal recebe, ao todo, meio litro. O equivalente às picadas de cinco mil abelhas, mas não é o veneno bruto.

“Um dos desafios tecnológicos desse soro foi a retirada da fração tóxica que gerava dor e alergia nos cavalos”, fala o veterinário Marcelo Strauch.

O veterinário Marcelo Strauch, que coordenou a parceria entre o Vital Brazil e a Unesp, lembra antes, o cavalo ficava prostrado de dor no chão de dor. Mas isso não acontece mais. O cavalo não sente como se estivesse sendo picado por uma abelha. Assim, o animal passa sem problemas a quarentena de produção de anticorpos, as imunoglobulinas que vão bloquear e neutralizar o veneno.

O Globo Rural acompanhou a sangria do cavalo identificado como 375. Funciona como uma doação. Patrícia Castanheira, responsável pelo setor de imunização, informa que o animal em produção de anticorpos passa por quatro sessões de doação. Em cada uma, tiram dele uma bolsa de sangue, com cerca de oito litros. Uma quantidade segura para o animal. Sangue precioso: é como se o cavalo 375 tivesse sido super vacinado e dado uma resposta hiperimune de anticorpos.

Não é todo o sangue que é retirado do cavalo que vai para a fabricação do soro. A parte líquida cor de guaraná, que é o plasma, delicadamente, vai para outra bolsa. A parte vermelha volta para a origem. No caso, o 375 recebe uma reinfusão.

Na sede e a área industrial do Instituto Vital Brazil, em Niterói, no Rio de Janeiro, o líquido é diluído em água de altíssima pureza e submetido a um sofisticado processo de separação  para que somente fiquem presentes os anticorpos produzidos pelo cavalo. Passa ainda por uma filtração esterelizante e um rigoroso teste de controle de qualidade para, então, ir ao envase.

“É a primeira vez que se faz no mundo, o soro antiapílico, com tecnologia desenvolvida totalmente no Brasil, pelo Cevap e Instituto Vilta Brazil”, conta diretor industrial do Vital Brazil, Luiz Eduardo Cunha.

O diretor industrial do Vital Brazil explica que o anticorpo é uma proteína com formato de ‘y’. A parte de baixo, que indica a origem equina, é cortada fora. As duas hastes de cima ficam no soro. Quando injetadas no corpo de uma pessoa, localizam as moléculas de veneno e ativam os fagócitos, os soldadinhos glóbulos brancos que vão eliminar as substâncias tóxicas.

O desenvolvimento do soro antiapílico é o resultado de mais de 20 anos de pesquisa da Unesp, especialmente, de dois cientistas: doutor Benedito Barraviera, um dos fundadores do Cevap; e doutor Rui Seabra, atual diretor da instituição e que dedicou mestrado, doutorado e pós-doutorado ao novo medicamento.

Mas o soro antiapílico ainda não está disponível. A Anvisa determina que seja feito também um ensaio de eficácia do produto com um grupo de 300 pacientes, Brasil afora. Tudo dando certo, como até agora, até 2020, o soro poderá estar na rede pública de saúde.

Fonte: Globo Rural