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Quando se diz que o Brasil tem um dos comércios mais fechados do mundo, sendo que nossas exportações representam cerca de 1,2% do comércio mundial, segundo a última projeção, sendo apenas o 250 (dados de 2014),  na lista de países exportadores, sendo superado por Tailândia, Suíça e Malásia, dado esse vergonhoso,considerando muitas variáveis; desde criança ouço dizer que somos o país do futuro, possivelmente nunca verei esse futuro chegar. Com tantos índices negativos batendo à nossa porta,  vez ou outra uma notícia alvissareira aparece, como a seguir.

A pesquisa de um professor brasileiro pode ser um passo importante na descoberta de medicamentos para prevenção de Alzheimer e Mal de Parkinson. O estudo do professor Leandro Bergantin, da Universidade Federal de São Paulo, pretendia elucidar o mecanismo pelo qual os bloqueadores de cálcio, usados para reduzir a pressão arterial, por vezes tinham o efeito contrário, porém, no decorrer do trabalho, ele percebeu que o medicamento poderia ser voltado para doenças neurodegenerativas e psiquiátricas.

“Um importante estudo clínico publicado em 2016 descreveu que pacientes hipertensos, os quais faziam uso de bloqueadores de canais de cálcio, possuíam uma significante redução da incidência de Mal de Alzheimer. A partir dessa nossa descoberta, a qual elucida o enigma do “paradoxo de cálcio”, pudemos inferir no mecanismo celular pelo qual os bloqueadores de canais de cálcio também poderiam reduzir a incidência de Mal de Alzheimer”, explicou Leandro Bergantin, doutor em ciência e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

O livro publicado a partir da pesquisa, intitulado From discovering “calcium paradox” to Ca2+/cAMP interaction: Impact in human health and disease, esteve entre os mais vendidos da Amazon. Ainda sem versão para o português.

Não há uma previsão para a conclusão dos estudos, que estão sendo feito em parceria com pesquisadores estrangeiros, no entanto, o resultado pode ser um grande avanço para o tratamento de doenças cada vez mais presentes com o envelhecimento populacional.

Cada centavo investido em educação e pesquisa, credencia um povo a galgar grandes feitos de retorno, haja visto o exemplo da Coréia do Sul, que em pouco mais de 3 três décadas saiu do idade da caverna para se tornar um país de ponta; quiçá o futuro venha antes.(Fonte: Agência Brasil).

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Tratamento

Novos remédios serão produzidos por quatro laboratórios públicos e sete empresas privadas

O Brasil está passando por um ciclo vicioso, como raras vezes visto, talvez apenas na década de 80, considerada por muitos como a década perdida, que se traduz em uma crise econômica, social, política, vivenciando tempos de estagflação ( estagnação econômica com inflação muito acima da meta), desemprego na casa dos dois dígitos, com os consequentes adventos nocivos à toda sociedade; crise política alimentando a crise econômica, que se retro alimenta, daí o ciclo vicioso. Investimentos de fora receiam chegar ante o caos político instalado; mas nem tudo são más notícias. Vejamos.

O Ministério da Saúde irá investir cerca de R$ 443 milhões por ano para a transferência de tecnologia e aquisição de cinco medicamentos biológicos, que são aqueles produzidos a partir de células vivas, com recursos de biotecnologia.

As novas Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) foram anunciadas, nesta quinta-feira (8), durante a 12º reunião do Grupo Executivo do Complexo Industrial da Saúde (GECIS). Elas irão diminuir o custo dos medicamentos e incentivar a produção nacional.

Os novos medicamentos, que ao final do processo de transferência de tecnologia serão produzidos por quatro laboratórios públicos e sete empresas privadas, já fazem parte do rol de fármacos distribuídos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, todos os biológicos representam apenas 4% da quantidade distribuída pelo SUS e 51% do orçamento da compra.

Ao todo, são cinco medicamentos: adalimumabe e infliximabe (artrite reumatoide); filgrastima e Rituximabe (oncológico); Samatropina (hormônio do crescimento). 

 O ministro da Saúde, Ricardo Barros, ressaltou a importância no investimento em novas tecnologias. “A indústria nacional tem crescido muito no setor saúde. Os laboratórios oficiais terão os recursos necessários para sua atualização e produção de novos medicamentos e produtos. Nosso interesse é comprar o tratamento completo para a população, não apenas medicamentos”, destacou.

Radioterapia

Além das novas parcerias, o ministro anunciou o lançamento do edital para transferência de tecnologia de radioterapia. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (8).

As capacitações, que fazem parte do Plano de Expansão da Radioterapia no SUS, darão oportunidade a Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs) adquirirem conhecimento nas áreas de desenvolvimento e operação de softwares para planejamento 3D, softwares embarcados nos aceleradores lineares e eletronic portal imagining device.

A cooperação será com Varian Medical Systems, empresa contratada pela pasta para execução da ampliação do atendimento oncológico no País. Ao todo, cerca de R$ 500 milhões foram investidos para a aquisição de 80 aceleradores lineares, além da realização de projetos e obras. O Ministério da Saúde estuda a aquisição de outros 20 equipamentos por meio de aditivo ao contrato, firmado em 2014 para a compra dos 80 aparelhos.

Outra iniciativa é a criação de cinco Grupos de Trabalho para discussão de temas relevantes para o complexo industrial. Entre os assuntos estão a revisão do marco regulatório da área; tributos e relações bilaterais; planos de expansão da radioterapia; rotas tecnológicas e propriedade intelectual. As reuniões iniciam em 2017 e, além do Ministério da Saúde, participarão Casa Civil, Ministério do Desenvolvimento, ANS, ANVISA, FIOCRUZ, associações representantes da indústria, entre outros.

Também foi apresentado o projeto de formulário eletrônico para envio de propostas das PDPs. A nova ferramenta, que deve estar disponível na próxima rodada de negociações, trará mais agilidade, uniformidade e segurança ao processo. Essa padronização será tanto no preenchimento das propostas quanto no envio e, posteriormente, em sua avaliação e acompanhamento.

Balanço

O Ministério da Saúde conta com 86 parcerias de desenvolvimento produtivo vigentes, envolvendo 18 laboratórios públicos e 43 privados para o desenvolvimento de 88 medicamentos, quatro vacinas e 13 produtos da área da saúde.

Com o anúncio desta quinta-feira (8), serão incorporados mais sete parcerias ao rol já existente. As PDPs têm como objetivo transferir tecnologias para a produção nacional de medicamentos, insumos e tecnologias estratégicas para a saúde. O prazo máximo para a conclusão do projeto, com a finalização da transferência de tecnologia, será de até dez anos.

Oxalá, essas parcerias sejam portadoras de novos tempos.

Fonte: Ministério da Saúde

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A lei da Água

A vida na terra, tal qual a conhecemos está alicerçada, substancialmente  à sustentabilidade, hoje já ultrapassamos os 7 bilhões de habitantes, a julgar pela exploração desenfreada de nossos recursos naturais, aliados à gigantesca poluição e contaminação de nossos recursos hídricos, fatalmente não será difícil imaginar o nosso futuro desastroso; os críticos desse panorama, dizem que as novas tecnologias prometem resolver ou conviver com o problema da sustentabilidade, será? Haverá espaço para todos, mas os recursos existirão?

A agência espacial norte-americana não está preocupada somente com o que ocorre no céu e nos confins do universo. Ela também está de olho no que pode ocorrer em nosso planeta. E para os problemas da Terra, ela aplica a mesma filosofia que usa para o espaço: não há melhor maneira de solucionar algo do que antecipar-se ao acontecimento.

Para a NASA, um dos problemas mais graves seria o fim da civilização ocidental. Esta catastrófica realidade foi imaginada em um estudo financiado com recursos da organização. Neste trabalho foram analisados os motivos que acabaram com outros impérios no passado, como o romano. E a conclusão é clara: a história pode voltar a se repetir.

Duas importantes realidades estavam presentes em várias sociedades que colapsaram,” diz a conclusão da pesquisa. “A exploração dos recursos devido a uma tensão excessiva sobre a capacidade de produção ecológica e a estratificação da sociedade em elites e classes.” Ou seja, as civilizações que ruíram eram basicamente injustas e exploravam excessivamente os recursos naturais até esgotá-los. Alguma semelhança com a realidade atual?

Os pesquisadores asseguram que nas sociedades pouco igualitárias é difícil evitar o colapso: “Nelas, as elites crescem e consomem muito, o que causa fome entre as classes mais baixas, algo que finalmente leva ao colapso.”

Nestes casos, os mais ricos continuam se aproveitando dos recursos, enquanto os demais passam dificuldades, “exacerbando o problema,” conforme ressaltam os especialistas.

Ainda que nos últimos anos o tema do meio ambiente e da preservação de recursos tenha sido levado mais a sério, os pesquisadores acreditam que está surgindo um novo problema e que a raiz da situação não foi solucionada: “A tecnologia para aumentar a eficiência no consumo de combustível nos carros fez com que a venda de veículos disparasse, com que as novas unidades fossem mais pesadas [e, portanto, consumissem mais] e com que a velocidade na qual eles são conduzidos aumentasse.”

Todas estas situações “engolem” o suposto avanço da eficiência do consumo para proteger o meio ambiente: os carros precisam de menos gasolina para funcionar, mas como cada vez há mais veículos, mais pesados e que andam mais rápido, acabamos consumindo a mesma quantidade de alguns anos atrás.

Os autores dedicam algumas palavras para todos aqueles que pensam que suas conclusões são exageradas e que a sociedade atual é imune a problemas do passado: “Uma olhada rápida sobre todas as sociedades que colapsaram nos últimos séculos demonstra não apenas a ubiquidade do fenômeno, mas também a realidade de que sociedades fortes, ricas e poderosas também podem vir abaixo.”

Os pesquisadores finalizam seu relatório com uma conclusão clara que pode solucionar todos os futuros problemas: “O colapso pode ser evitado e a população pode chegar a um estado de máxima capacidade se a taxa de exploração da natureza se reduzir a um nível sustentável e se os recursos forem compartilhados de uma forma equitativa.”

Oxalá, consigamos reverter ou parar o processo de devastação, até agora os esforços nesse sentido parecem ser infrutíferos.

WTB

Quando se tratam de notícias ruins, o Brasil está sempre no topo das notícias, senão vejamos, o relatório abaixo, feito pelo Instituto Trata Brasil; quando sabemos que grande parte das doenças são veiculadas pela água.
A nossa situação, nesse quesito é lamentável.
Metade da população brasileira não conta com coleta de esgoto e apenas um quarto dela vive em localidades com tratamento dos dejetos, segundo estudo divulgado na quarta-feira (16) pelo Instituto Trata Brasil. O “Ranking do Saneamento nas 100 Maiores Cidades” foi feito com base em dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, do Ministério das Cidades, relativos a 2014, e mostra que mais de 35 milhões de brasileiros ainda não recebem água tratada.

De acordo com o Instituto Brasil, o país ocupa a 11ª posição entre 17 países analisados pela Comissão Econômica para a América Latina (Cepal), estando atrás da Bolívia, Peru, Uruguai, Equador, Venezuela, Chile, México, Argentina, Colômbia e Costa Rica.

Nos últimos cinco anos, entre 2010 e 2014, 64% das cidades ampliaram os investimentos em até 29% da arrecadação e apenas 36% delas investiram acima dos 30% arrecadados nesse período. O valor relativo à soma das 20 cidades que mais investiram, em 2014, atinge R$ 827 milhões, quantia bem abaixo do montante arrecadado ( R$ 3,8 bilhões). Na média dos últimos cinco anos, foram investidos R$ 188,24 milhões, o equivalente a R$ 71,47 por habitante.

Em nota, o presidente executivo do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos, manifestou que “a preocupação é que os avanços em saneamento básico não só estão muito lentos no país, como cada vez mais concentrados onde a situação já está melhor. Estamos separando o Brasil em ilhas de estados e cidades que caminham para a universalização da água e esgotos, enquanto que uma grande parte do Brasil simplesmente não avança”. Ele alertou que, em consequência, a população fica mais vulnerável às doenças.

Na lista das dez cidades com a pior condição na coleta de esgoto, duas não têm nenhum tipo de atendimento do gênero: Ananindeua e Santarém, no estado do Pará. Ainda nesse estado aparece Belém, onde os serviços atendem apenas 12,7% da população.

As demais cidades são: Rio Branco, no Acre, com 21,23% da população atendida; Juazeiro do Norte , no Ceará (21,1%); Teresina, no Piauí (19,12%); Manaus, no Amazonas (9,9%); Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco (6,59%); Macapá, no Amapá (5,54%) e Porto Velho, em Roraima (2,04%).

Já em sentido oposto, dos dez municípios com a melhor situação, metade fica no estado de São Paulo, sem contudo, incluir a capital paulista: Franca, com 100% de atendimento; Piracicaba, com 99,95%; Santos, com 98,54%; Ribeirão Preto, com 98,5% e Santo André, com 98%%. Três são de Minas Gerais: Belo Horizonte (100%); Contagem (99,66%) e Uberaba (98%). As demais são: Curitiba, no Paraná com 99,18% e Volta Redonda, no Rio de Janeiro, com 98,96%.

Em relação ao tratamento de esgoto, entre as dez piores, três estão no estado de São Paulo: Bauru (3,75%); Itaquaquecetuba (3,68%) e Mauá (2,69%). Em metade do grupo, não existe nenhum tipo de tratamento: Ananindeua, Santarém, Porto Velho, São João do Meriti e Governador Valadares. Em Nova Iguaçu, o número é bem pequeno (0,05%), e em Belém do Pará (2,25%).

Sobre o acesso à água potável, o levantamento aponta para as 20 cidades com a melhor situação e cobertura total: Belo Horizonte; Campina Grande; Ribeirão Preto; João Pessoa; Curitiba; Canoas; Porto Alegre; Santos; são Bernardo do Campo; Diadema; Carapicuíba; Uberlândia e Florianópolis. Já as dez piores são: Ananindeua (26,89%); Porto Velho (31,43%; Macapá (36,92%); Santarém (45,34%); Rio Branco (50,21%); Caucaia (67,58%); aparecida de Goiânia (70,7%); Jaboatão dos Guararapes (73,19%); Gravataí (75,21%) e Belford Roxo (80,05%). (Fonte: Agência Brasil)

Embora o gênero Aedes, tenha sido descrito  desde 1818, e ganhou do grego esse nome que quer dizer ODIOSO e do latim aegypti – do Egito.
Aqui aportou com os primeiros navios de escravos, tendo sido considerado erradicado na década de 50, mas voltando nos anos 60 e 70 e se instalando em definitivo, agora ganhando contornos epidêmicos, sem precedentes, se adaptando recentemente até mesmo em águas não limpas. A Universidade de Oxford, detém a técnica da transgenia desse parasita, e possui estudos nas Ilhas Cayman, Brasil e Panamá, tendo sido a cidade de Piracicaba, escolhida para o experimento, com eficiência de controle em mais de 90%( Wikipédia).

O crescimento do número de casos de dengue na região tropical da Ásia tem colocado as autoridades globais em alerta, temendo que a região mais populosa do mundo se torne o próximo foco da doença.

Países como a Índia – no sul da região – e os vizinhos do Sudeste Asiático admitem que o risco de contaminação pelo zika é alto devido à presença do mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) considerou “especialmente o Sudeste Asiático” como a área mais vulnerável para a proliferação do zika vírus entre as regiões sob risco na África, Ásia e algumas partes da Europa.

O diretor da OMS para o Sudeste Asiático, Poonam Khetrapal Singh, disse que o zika “é motivo de preocupação” na região devido à presença do mosquito transmissor em muitas áreas.

A organização instou os países do Sudeste Asiático a “reforçar a vigilância e tomar medidas preventivas” contra o vírus, “altamente suspeito de ter uma relação causal com um grupo de microcefalia e outras anormalidades neurológicas”, diz a OMS.

Nas Américas, o avanço da microcefalia ligada ao zika vírus foi declarado emergência internacional pela OMS.

Dengue – Na Ásia, a Tailândia é o país com maior número de casos confirmados de zika. O primeiro caso foi identificado em 2012 e desde então há uma média de cinco diagnósticos confirmados anualmente, de acordo com o Ministério de Saúde Pública.

Neste ano, apenas um caso, no norte do país, foi comprovado.

O país é também o único da região que rejeita publicamente a ideia da iminência de um surto de zika entre suas fronteiras.

“Os tailandeses não devem se preocupar, a Tailândia não tem nenhum surto desta doença (zika). Tenham confiança no sistema de vigilância”, afirmou Amnuay Kajina, diretor-geral do Departamento de Controle de Doenças do Ministério da Saúde, em comunicado, na quarta-feira.

Ao mesmo tempo, porém, os tailandeses se preparam para enfrentar um dos piores anos de epidemia de dengue, que pode ser 16% maior do que no ano passado. Estima-se que 166 mil pessoas serão contaminadas pelo vírus em 2016, de acordo com o ministério.

A versão adotada por alguns médicos e especialistas tailandeses para explicar por que os casos de dengue já cresceram, mas os de zika não, apesar da presença do vírus no país, seria uma espécie de “imunidade” adquirida por outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, como a encefalite japonesa e a própria dengue.

Essa suspeita, no entanto, é contrariada pelo Ministério de Saúde Pública da Tailândia e pela OMS, que afirma não haver “nenhuma evidência de imunidade ao vírus” na região.

Esse é um ponto polêmico entre os especialistas. Na avaliação do médico indiano Krishan Kumar Aggarwal, a infecção prévia com o vírus da dengue pode apenas dificultar o diagnóstico de zika no teste de laboratório, mas não criar uma barreira protetora contra a doença.

“Não se trata de imunidade específica do vírus da dengue. Pode haver um cruzamento de reações de anticorpos do zika e (dificultar) o diagnóstico”, afirmou à BBC Brasil Aggarwal, secretário-geral da Associação Médica da Índia.

Índia – Na Índia não há casos comprovados de zika, mas a proliferação da dengue é alarmante. No ano passado, cerca de 80 mil pessoas teriam sido infectadas pelo vírus da doença, de acordo com dados oficiais.

Estimativas extraoficiais, porém, indicam que o número de doentes seja no mínimo 100 vezes maior no país, que tem cerca de 1,3 bilhão de habitantes.

O representante da Associação Médica da Índia admite que o país está “potencialmente em risco” de sofrer um surto de zika. No entanto, segundo ele, “não necessariamente (haverá contaminação). O vetor da febre amarela é o mesmo da dengue, mas a febre amarela nunca entrou na Índia”.

“O mosquito pode estar presente, mas o vírus pode se comportar diferentemente em distintos países”, acrescentou.

Entre os vizinhos, a preocupação é evidente. Na Indonésia, país que também sofre com a proliferação da dengue, o primeiro caso de zika foi confirmado na terça-feira. Os governos da Malásia e Singapura admitiram que há um “alto risco” de o zika vírus ser “importado” para seus países.

Olimpíada – O trânsito de atletas de diferentes continentes e de turistas que acompanharão os Jogos Olímpicos no Rio são outro elemento de preocupação relacionado à “migração” do vírus para outras regiões ainda não afetadas pelo zika.

“O risco (de migração do vírus) existe”, afirmou Aggarwel, da Associação Médica da Índia.
Na semana passada, o Comitê Olímpico Internacional (COI) emitiu uma nota aos comitês nacionais explicando as medidas tomadas para conter o avanço do vírus, reafirmando que acompanha a situação junto à OMS e ao governo brasileiro.

As arenas dos Jogos, disse o órgão, “serão inspecionados diariamente para garantir que poças de água parada – onde os mosquitos se reproduzem – sejam removidas, minimizando assim o risco de que atletas e visitantes entrem em contato com os mosquitos”. (Fonte: G1.

Contudo, o evento olímpico, no Rio, certamente, será um difusor para o mundo dessas doenças e quiçá de uma epidemia de gripe, que se espera a qualquer momento; não faltava mais nada.

(Foto: Flickr)(Foto: Flickr)

O presente estudo nos leva à uma profunda reflexão sobre a vida na terra, face às mudanças climáticas que já se fazem sentir.

A cobertura vegetal exerce um papel preponderante nas correntes de ventos, levando umidade para formação de chuvas; com a sua diminuição, essas correntes estão perdendo intensidade e mudando a configuração das chuvas.
Existem cerca de 3 trilhões de árvores no mundo – um número quase oito vezes maior que o estimado anteriormente. A conclusão é de um estudo realizado por um grupo internacional de cientistas e publicado nesta quinta-feira, 3, na revista Nature.

O estudo também mostra que a atividade humana é prejudicial para a abundância de árvores no planeta. Cerca de 15 bilhões de árvores são cortadas a cada ano, de acordo com os cálculos dos pesquisadores. Desde o início da agricultura, há 12 mil anos, o número de árvores no planeta caiu cerca de 46%.

Para realizar o estudo, a equipe liderada por Thomas Crowther, do Instituto Holandês de Ecologia, em Wageningen (Holanda), analisou dados de 400 mil estimativas já realizadas em todos os continentes, exceto a Antártica, para produzir um mapa global da densidade das florestas.

Segundo os autores, até agora cientistas e tomadores de decisão se basearam em imagens de satélite para fazer estimativas da cobertura florestal global. No entanto, essas técnicas de sensoriamento remoto não levam em conta o número de árvores e a densidade das florestas – ou estoques de biomassa – que são importantes para entender a estrutura e os processos dos ecossistemas.

Os cientistas utilizaram uma combinação de imagens de satélite, inventários de florestas, tecnologias de super computação para produzir o mapa global de populações de árvores em escala de um quilômetro quadrado. De acordo com o mapa, o número global estimado é de 3,04 trilhões de árvores.

“As árvores estão entre os organismos mais críticos da Terra, ainda que só recentemente estejamos começando a compreender seu alcance e sua distribuição globais”, disse Crowther, autor principal do estudo e pós-doutorando na Escola de Estudos Florestais e Ambientais da Universidade Yale (Estados Unidos).

Crowther explicou que as árvores armazenam imensas quantidades de carbono, são essenciais para os ciclos de nutrientes, para a qualidade da água e do ar e por inúmeros serviços para os humanos.

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“Quando você pede a uma pessoa que estime, dentro de uma ordem de magnitude, quantas árvores existem, ela nem sabe por onde começar. Eu não sei o que eu teria sugerido, mas certamente eu ficaria surpreso ao descobrir que estamos falando de trilhões”, afirmou Crowther.

De acordo com os autores, o estudo foi inspirado por um pedido da Plant for the Planet, uma iniciativa global que lidera o programa Um Bilhão de Árvores, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Há dois anos, o grupo entrou em contato com Crowther para pedir uma estimativa do número de árvores em escalas regionais e globais, a fim de avaliar a contribuição dos esforços do programa e planejar futuras iniciativas de plantio de árvores.

Na época, a única estimativa global era de que haviam cerca de 400 bilhões de árvores em todo o planeta, o que equivale a 61 árvores por pessoa na Terra. Aquela predição havia sido gerada com o uso de imagens de satélite e estimativas de área florestal, mas não incorporava nenhum tipo de informação obtida em campo.

O número estimado com pelo novo estudo, de 3,04 trilhões de árvores, equivale a aproximadamente 422 árvores por pessoa.

O novo estudo também foi capaz de avaliar como o número de árvores em cada área está relacionado às características locais como clima, topografia, vegetação, condições do solo e impactos humanos.

“A diversidade da amostra de dados disponíveis atualmente nos permitiu construir modelos de previsão para estimar o número de árvores em níveis regionais”, disse outro dos autores do estudo, Henry Glick, da Universidade Yale.

O mapa gerado pelos cientistas, segundo eles, tem o potencial para fornecer informações sobre a estrutura dos ecossistemas florestais em diferentes regiões e pode ser usado para aprimorar previsões sobre estoques de carbono e biodiversidade no planeta.

As mais altas densidades de árvores foram encontradas nas florestas boreais e das regiões sub-árticas da Rússia, Escandinávia e América do Norte. Mas as maiores áreas de florestas, de longe, estão nos trópicos, que abrigam cerca de 43% de todas as árvores do mundo. Cerca de 24% das árvores estão nas densas florestas boreais e 22% nas florestas das zonas temperadas.

Os resultados ilustram como a densidade de árvores muda de acordo com o tipo de floresta. Os cientistas descobriram que o clima pode ajudar a prever a densidade de árvores na maior parte dos biomas. Em áreas mais úmidas, por exemplo, mais árvores podem crescer. No entanto, os efeitos positivos da umidade são revertidos em algumas regiões porque humanos tipicamente preferem as áreas mais úmidas e produtivas para a agricultura.

Segundo Crowther, a atividade humana é o principal fator relacionado ao número de árvores em todo o mundo. Enquanto o impacto negativo das atividades humanas sobre os ecossistemas naturais é claramente visível em áreas pequenas, o estudo fornece uma nova medida da escala dos efeitos antropogênicos, mostrando como as decisões históricas de uso da terra deram forma aos ecossistemas naturais em escala global.

De acordo com o estudo, a densidade das árvores geralmente despenca onde as populações humanas aumentam. O desmatamento, a mudança de uso do solo e o manejo florestal são responsáveis pela perda bruta de mais de 15 bilhões de árvores anualmente.

“Nós praticamente cortamos à metade o número de árvores no planeta e vemos os impactos disso no clima e na saúde humana. Esse estudo indica como vai ser necessário um esforço muito maior se quisermos restaurar a saúde das florestas no planeta”, afirmou Crowther.

As mudanças no clima, há muito anunciadas, está acontecendo e seus efeitos catastróficos para a sobrevivência de muitas espécies, tanto animais, quanto vegetais, incluindo a espécie humana. Essas mudanças exigirão adaptações, as quais uma parcela da população humana e animal não conseguirá se inserir para sobreviver.

Oxalá, novas tecnologias, permitirá a continuidade das espécies, sem maiores transtornos.

Do site Yahoo.