Feeds:
Artigos
Comentários

Archive for Outubro, 2013

Imagem

Com raízes profundas, elas absorvem pequenas quantidades do minério e ganham folhas mais brilhantes.

Os desertos australianos encerram riquezas, além do clima árido e de animais peçonhentos, é o que nos revelam as folhas brilhantes do eucalipto, nativo desse país.

Todo mundo já deve ter ouvido dos pais que dinheiro não nasce em árvore, mas vai ficar meio difícil dizer isso daqui para frente. Pesquisadores na Austrália descobriram ouro em eucaliptos no Outback, nome pelo qual é conhecido o deserto australiano.

Uma equipe de improváveis garimpeiros recentemente se aventurou pelas terras áridas da região de Goldfields-Esperance, na Austrália Ocidental, procurando descobrir mais sobre o que estava por baixo do solo. A área ganhou seu nome por ser rica em depósitos de ouro — que eram, entretanto, notavelmente difíceis de se encontrar. Então os pesquisadores resolveram procurar em um lugar bem inusitado: as árvores.

Os eucaliptos dessa região são conhecidos por sua resiliência e pelas raízes que chegam até as profundezas inimagináveis para alcançar as águas subterrâneas necessárias para sua sobrevivência. Acontece que os depósitos de ouro estão lá embaixo também.

Indo atrás de um rumor que vem de tempos longínquos, que diz que as folhas da árvores conseguem seu brilho dourado desses depósitos, os cientistas analisaram as folhas de eucalipto da área — e puderam se assegurar de que há traços de ouro. Aparentemente, as raízes cresceram até dez andares de profundidade sob o solo e absorveram partículas de ouro das proximidades dos depósitos. Para se certificar que as partículas vieram do solo onde estavam as raízes, os pesquisadores cultivaram árvores de eucalipto numa estufa, usando solo preparado com ouro. E, mais uma vez, eles encontraram ouro nas folhas.

A concepção de que as plantas absorvem minerais do solo que as cerca é muito recente, mas este é um caso extraordinário. “O ouro provavelmente é tóxico para as plantas e é levado para as suas extremidades (como as folhas) ou em zonas preferenciais dentro de células, a fim de reduzir reações bioquímicas prejudiciais’, diz um estudo recente sobre a pesquisa, publicado na Nature Communications. Os autores também apontam que esta é a primeira evidência de partículas de ouro em amostras naturais de tecido biológico vivo.” E isso é importantíssimo. 

Mas não pense que você pode ficar rico derrubando eucaliptos. Cada árvore tem uma quantidade tão pequena de ouro – 46 partes por bilhão, para ser exato – que você precisaria de centenas para conseguir fazer uma aliança de casamento. Mas as árvores poderiam ser usadas para indicar a localização dos depósitos subterrâneos de ouro. E como acredita-se aproximadamente 30% das reservas do mundo estão enterradas na região de Goldfields-Esperance, a busca pode valer a pena.

Não pensando em derrubadas como quer parecer a primeira vista, mas podendo ser usado como indicador de riquezas no subsolo. (do site do yahoo).

 

Anúncios

Read Full Post »

Felizmente, poderemos ter uma vacina contra a Dengue em cinco anos, segundo a notícia abaixo e que contempla os quatro tipos de vírus descobertos até agora e que já levou muitas vidas nos países tropicais.

O Instituto Butantan, em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), inicia em outubro os testes em seres humanos de uma vacina contra a dengue. A vacina está sendo desenvolvida para combater, em uma única dose, os quatro tipos da doença já identificados no mundo. Segundo Alexander Precioso, diretor de Ensaios Clínicos do Butantan, nenhum outro país tem uma vacina como essa.

A vacina começou a ser desenvolvida em 2006, juntamente com os institutos nacionais de Saúde dos Estados Unidos. Os vírus foram identificados no país norte-americano e, posteriormente, transferidos para o Butantan, em 2010.

A técnica utiliza o chamado vírus atenuado. “Isso significa que o próprio vírus da dengue é modificado para que seja capaz de fazer com que as pessoas produzam anticorpos, mas sem desenvolver a doença”, explicou Precioso.

Os cientistas já testaram a vacina em mais de 600 norte-americanos. “Os estudos lá mostraram que é uma vacina segura e que foi capaz de fazer com que as pessoas produzissem anticorpos contras os quatro vírus”, disse ele. O pesquisador explicou ainda que, nesses voluntários, não foram observados efeitos colaterais importantes, apenas dor e vermelhidão no local da aplicação, sensação comum para vacinas.

Porém, como os Estados Unidos não são uma região endêmica para a dengue, nenhum voluntário que recebeu a imunização havia contraído a doença antes. No Brasil, os testes vão envolver também pessoas que já tiveram dengue.

O cientista disse que, com base em estudos publicados no Sudoeste Asiático e nos Estados Unidos, pacientes com histórico de dengue poderão receber a imunização sem risco à saúde. “No início do desenvolvimento da vacina lá [nos Estados Unidos], algumas pessoas receberam vacina monovalente, só de um tipo, e depois outra dose de um vírus diferente, para ver se quem já tinha o passado de dengue correria risco”, explicou.

Em uma primeira etapa dos testes brasileiros, que começam nesta semana, serão recrutados 50 voluntários da capital paulista, todos adultos saudáveis e que nunca tiveram dengue, com idade entre 18 e 59 anos, de ambos os sexos. Eles vão ser imunizados em duas doses, com intervalo de seis meses entre elas.

A próxima etapa vai incluir pessoas com histórico de dengue e a vacina será aplicada em dose única. Serão 250 voluntários da capital paulista e da cidade de Ribeirão Preto, no interior do estado.

“Nós trabalhamos com a hipótese de que ela [vacina] será trabalhada em uma dose, mas nos primeiros 50 voluntários serão duas doses”, disse Precioso.“Os resultados de lá [Estados Unidos] demonstraram que a vacina já atua apenas com uma dose. Como ela vai ser, pela primeira vez, utilizada em uma região endêmica de dengue, vamos avaliar os dois esquemas [uma ou duas doses] e os dois tipos de população [já tiveram ou nunca tiveram dengue]”, acrescentou.

A terceira e última fase vai recrutar pessoas de diversas partes do país, de várias idades. “Ela vai gerar o resultado de que nós precisamos para solicitar o registro na Anvisa e, a partir daí, a vacina estará disponível”. A previsão dos pesquisadores é de que a vacina chegue à população em cinco anos. (Fonte: Agência Brasil).

Apesar do tempo ainda longo pela frente até todos os testes estarem concluídos, não devemos desanimar; enquanto isso devemos fazer a nossa parte, como não juntar lixo, e ficar de olho em água estagnada.

Read Full Post »