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Archive for Fevereiro, 2011

Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira pelo “Environmental Research Letters” traz um alerta sobre o uso de fósforo no planeta. O elemento é utilizado como fertilizante pela agricultura moderna. Seu uso exagerado no mundo industrializado se tornou uma das principais causas da poluição de lagos, rios e riachos.

O texto dos cientistas norte-americanos Stephen Carpenter, da Universidade de Wisconsin-Madison, e Elena Bennett, da Universidade McGill, relata que o fósforo está provocando a eutrofização da superfície de água. Esse fenômeno se dá quando há excesso de nutrientes na água. Isso é um problema porque aumenta a quantidade de algas na água, o que pode alterar a quantidade de oxigênio na mesma, além de provocar mudanças na cadeia alimentar.

“O fósforo provoca o crescimento de algas e ervas perto das margens e algumas algas podem conter ciano bactéria, que é tóxica. Você perde peixes. Perde qualidade na água potável”, explicou Carpenter.

O problema está localizado principalmente nos países mais industrializados, ou seja, América do Norte, Europa e partes da Ásia. Na África e na Austrália, por outro lado, o solo é naturalmente pobre em fósforo.

“Alguns solos têm muito fósforo e alguns não, e é preciso adicionar fósforo para crescer cultivos nele. É essa variação que faz o problema ficar complicado”, disse Carpenter. Ironicamente, a América do Norte é um dos locais cujo solo é rico por natureza.

Outro motivo para preocupação é a possível falta do elemento em breve. Segundo os cálculos dos cientistas, há risco de que ele comece a rarear dentro de um período de 20 anos.

O fosfato – forma em que o fósforo é obtido na natureza – leva muitos milhões de anos para ser formado. Hoje, as maiores reservas de estão nos Estados Unidos, na China e em Marrocos. (Fonte: G1) – do site – AmbienteBrasil

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 O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) vai construir uma usina de processamento de cana-de-açúcar capaz de gerar o triplo da energia elétrica produzida em empreendimentos desse tipo já existentes no Brasil. A usina deve entrar em atividade em três anos no município de Piracicaba, no interior de São Paulo, e servirá de modelo ao setor sucroalcooleiro.

O projeto da usina foi apresentado nesta segunda-feira (14) ao ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, e ao vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos. Os governos federal e estadual vão investir, junto com empresas, na construção da planta piloto, que custará R$ 110 milhões.

A ideia do projeto é testar a eficiência da tecnologia de gaseificação do bagaço da cana-de-açúcar. Na gaseificação, o bagaço é posto em uma caldeira e queimado por uma espécie de maçarico gigante. Da queima é gerado um gás que move um gerador e produz energia elétrica.

Esse processo já é conhecido pelos pesquisadores brasileiros, mas ainda não é aplicado em grande escala. A usina do IPT será a primeira a fazer isso com um grande volume de bagaço de cana.

Se o potencial for comprovado, especialistas estimam que o Brasil “ganharia uma nova Itaipu” só com o aumento da produtividade das usinas. “O processo pode triplicar o potencial de geração de energia das usinas”, afirmou o diretor superintendente do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), Nilson Zaramella Boeta. “Seria uma outra Itaipu produzindo energia.”

Em 2009, por exemplo, o Brasil colheu 650 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. Essa quantidade gerou 210 milhões de toneladas de biomassa. Segundo o IPT, caso essa biomassa fosse gaseificada, geraria R$ 24 bilhões em energia elétrica.

Para Mercadante, o projeto da usina piloto é importante porque trata de um setor no qual o Brasil é líder, o sucroalcooleiro, e também de uma tecnologia sustentável. Segundo o ministro, a usina potencializará a produção da energia com o emprego do bagaço da cana. “Em vez da queima, vamos ter o uso para produção de energia limpa.”

O vice-governador Afif Domingos ratificou o apoio do governo paulista à iniciativa. Disse que o projeto é importante e segue uma linha que deveria ser exemplo para outros centros de pesquisa do país. “A aproximação da ciência com interesse de empresas é sinônimo de inovação. É isso que perseguimos.” (Fonte: Vinicius Konchinski/ Agência Brasil)-  do Site Ambiente Brasil

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                      O problema da dengue, já se tornou um flagelo em paises tropicais, principalmente no verão, quando as altas temperatutas e as chuvas, aliadas à falta de cuidados com materiais que possam armazenar água, aliás um problema cultural; propiciam  epidemias da doença com muitas perdas de vida.            

Uma pesquisa desenvolvida pela Universidade de Queensland, em Brisbane, na Austrália, acena para a possibilidade de se controlar a transmissão do vírus da dengue. Quarenta cientistas do mundo inteiro participam do trabalho de microinjeção de embriões – que deixam o mosquito Aedes aegypti mais resistente à dengue e, portanto, dificultam a transmissão – e um brasileiro, de Belo Horizonte, acredita que o país também tenha potencial para desenvolver o estudo. Para o pesquisador do Laboratório de Malária do Centro de Pesquisas René Rachou da Fundação Oswaldo Cruz em Minas Gerais (CPqRR/Fiocruz), Luciano Andrade Moreira, a descoberta, aliada à conscientização da população, pode acabar com a epidemia de dengue no Brasil a médio e longo prazo. Os estudos começaram há seis anos, quando cientistas australianos decidiram injetar em ovos do Aedes aegypti a bactéria Wolbachia, encontrada nas moscas-das-frutas, as drosófilas. Só para conseguir introduzir a bactéria nos ovos foram quatro anos de testes. Os especialistas descobriram que a bactéria causava a morte prematura das drosófilas e o mesmo conceito foi aplicado ao mosquito transmissor da dengue. Assim, os pesquisadores conseguiram reduzir a longevidade do inseto infectado com a doença. “A ideia era fazer o mosquito morrer logo, para não transmitir o vírus da doença. Mas descobrimos outras implicações para a cadeia alimentar e o meio ambiente e, por isso, há dois anos, começamos a trabalhar com a bactéria de outra forma, apenas bloqueando a transmissão da dengue, sem que o mosquito precisasse morrer. É como se o mosquito fosse vacinado e ficasse resistente ao vírus”, explica o pesquisador do CPqRR/Fiocruz. Dez mil ovos foram usados nos testes ao longo de seis anos, mas apenas duas larvas fêmeas conseguiram se tornar adultas e procriar. Segundo o cientista mineiro, toda a linhagem de mosquitos, a partir dessa geração, terá a bactéria em suas células e estará “protegida” da dengue. “Se esse projeto der certo, será suficiente. A partir do mosquito solto na natureza, a bactéria é transmitida mais facilmente, aumentando a prole protegida que invade a população. É um grande passo no combate à dengue e, com ações conjuntas, pode ser a salvação.” O ciclo do mosquito não é longo. O Aedes aegypti demora 15 dias para se tornar adulto. Depois de cruzar, a fêmea pica o humano e suga o sangue para poder procriar, o que ocorre quatro ou cinco vezes ao longo de sua vida. De acordo com Luciano Andrade, cada fêmea põe cerca de 500 ovos em 30 dias, tempo médio de vida do inseto. Durante os estudos na Austrália, apenas 30% dos 10 mil ovos que receberam a bactéria Wolbachia nasceram. A maioria, segundo Luciano, estourava. Das larvas, porém, 90% não apresentavam a bactéria e muitas também ficavam estéreis. Na segunda etapa da pesquisa, os especialistas escolheram dois subúrbios da cidade de Cairns, no Nordeste da Austrália, em localidades confinadas por canaviais e com casos de dengue. A partir de agora, a cada semana, por um período de 12 semanas seguidas, 10 insetos infectados com a bactéria serão soltos em cada uma das residências. Depois, é só esperar a dispersão dos mosquitos e a disseminação da infecção pela bactéria. “Já são 70 gerações de mosquitos com a bactéria. Agora estamos no processo de liberação desses insetos na natureza e, até o meio do ano que vem, já teremos resultados”, acredita. A concepção e o desenvolvimento do projeto custaram US$ 18 milhões. Na Austrália, país que não tem epidemias de dengue, são apenas mil casos por ano – o Brasil registrou cerca de 900 mil casos em 2010. Exportação – Alguns mosquitos “vacinados” seguem em setembro para o Vietnã, país que se assemelha ao Brasil em números de casos, guardadas as proporções do tamanho do território e da população. O pesquisador da Fiocruz Minas Luciano Andrade Moreira já solicitou ao Ibama autorização para trazer ao Brasil mosquitos infectados com a bactéria Wolbachia. Ele aguarda a decisão para dar início aos estudos de laboratório. Em 2011, os cientistas vão desenvolver o mesmo trabalho na Tailândia. Luciano é engenheiro agrônomo e doutor em genética. Ele foi convidado a participar das pesquisas por dois anos e meio, em seu pós-doutorado, e voltou ao Brasil em janeiro, com a expectativa de conseguir desenvolver o trabalho e apresentar a sugestão ao Ministério da Saúde, por intermédio da Fiocruz. “Nosso país tem um grande potencial para desenvolver essa pesquisa, mas precisamos avançar muito ainda. Precisamos fazer estudos em laboratório, que devem demorar pelo menos dois anos, e pedir autorização do Ministério da Saúde para as outras fases do projeto. O Aedes aegypti não é encontrado infectado na natureza. Por isso, é preciso avaliar o impacto ambiental e viabilizar um lugar no país para a liberação desses insetos com a bactéria. Precisa ser um local que não tenha muitos casos de dengue, que seja mais isolado e não registre migração de pessoas. Também precisamos da aceitação da população, da aprovação das autoridades e de financiamento. O estudo é só o ponto de partida”, afirma o pesquisador. Mortes aumentam – Em 2010, as vítimas da dengue dobraram no país. Em relação ao ano anterior, houve um aumento de 89,7% no número de casos, de acordo com resultado parcial do Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti 2010, divulgado em novembro de 2010. De janeiro até 16 outubro, foram registrados 936.260 casos contra 489.819 do ano anterior. No mesmo período, a doença levou à morte 592 pessoas. Em 2009, foram 312 casos fatais. Para Luciano Andrade, ainda que o projeto dê certo, não se pode descartar o uso do inseticida, as campanhas sociais de educação da população e até a criação de uma vacina contra a dengue.

Oxalá, essa nova técnica seja logo estabelecida, de modo que se evite que vidas sejam ceifadas por essa mazela que nos aflige, se não bastasse todas as outras que graçam em terras brasileiras. (Fonte: Zero Hora/RS) – do site Ambiente Brasil.

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