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Archive for Outubro, 2010

Uma alvissareira notícia da pesquisa brasileira para os portadores de asma, veio à tona e promete  tornar mais ameno o cotidiano de milhões de pessoas que convivem com essa afecção, isso apenas no Brasil. É interessante ressaltar que a pesquisa se deu com o veneno existente em um peixe e o remédio será sintetizado, sem prejuízo da sobrevivência da espécie em questão.

Pesquisadores do Instituto Butantan, em São Paulo, desenvolveram uma nova droga contra a asma. A substância, à base de veneno de peixe, já foi aprovada na primeira fase de testes e não tem os efeitos colaterais dos remédios normalmente usados contra a doença. Esse é o resultado de 14 anos de pesquisa. Uma substância transformada em pó que promete ser um grande alívio pra quem sofre de asma, doença que atinge pelo menos 16 milhões de brasileiros. Diluído em água e absorvido por inalação, o remédio foi testado em camundongos inoculados com uma proteína que provoca a asma. Horas depois, todos se livraram dos sintomas da doença. O remédio foi descoberto durante uma pesquisa sobre um dos peixes venenosos que existem no Brasil, o nikin. Quando se sente ameaçado, ele sobe dois espinhos que têm um veneno muito forte e que provoca ferimentos muito graves na vítima. O peixe se esconde na areia. As pessoas não percebem e acabam se machucando. Ao pesquisar o veneno deste peixe, a cientista Mônica Lopes Pereira, do Instituto Butantan, descobriu que ele tem uma substância muito parecida com o anti-inflamatório usado para combater uma série de doenças, entre elas, a asma. A substância encontrada no peixe serviu apenas como referência para os pesquisadores chegarem ao remédio, sintetizado em laboratório. Como ele é praticamente igual a substância natural, o novo medicamento não provoca efeitos colaterais, e ainda apresenta outras vantagens, segundo a pesquisadora. “Sarar aquela crise num indivíduo asmático é uma possibilidade de nós evitarmos que aquele indivíduo que já é asmático entre em crise”, diz. O Instituto Butantan já patenteou a droga no Brasil. Mas, antes de virar remédio, a substância tem que ser testada em humanos. Se tudo der certo, o medicamento deve chegar às farmácias em, no máximo, três anos.

Fonte – Site AmbienteBrasil

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