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Archive for Setembro, 2015

(Foto: Flickr)(Foto: Flickr)

O presente estudo nos leva à uma profunda reflexão sobre a vida na terra, face às mudanças climáticas que já se fazem sentir.

A cobertura vegetal exerce um papel preponderante nas correntes de ventos, levando umidade para formação de chuvas; com a sua diminuição, essas correntes estão perdendo intensidade e mudando a configuração das chuvas.
Existem cerca de 3 trilhões de árvores no mundo – um número quase oito vezes maior que o estimado anteriormente. A conclusão é de um estudo realizado por um grupo internacional de cientistas e publicado nesta quinta-feira, 3, na revista Nature.

O estudo também mostra que a atividade humana é prejudicial para a abundância de árvores no planeta. Cerca de 15 bilhões de árvores são cortadas a cada ano, de acordo com os cálculos dos pesquisadores. Desde o início da agricultura, há 12 mil anos, o número de árvores no planeta caiu cerca de 46%.

Para realizar o estudo, a equipe liderada por Thomas Crowther, do Instituto Holandês de Ecologia, em Wageningen (Holanda), analisou dados de 400 mil estimativas já realizadas em todos os continentes, exceto a Antártica, para produzir um mapa global da densidade das florestas.

Segundo os autores, até agora cientistas e tomadores de decisão se basearam em imagens de satélite para fazer estimativas da cobertura florestal global. No entanto, essas técnicas de sensoriamento remoto não levam em conta o número de árvores e a densidade das florestas – ou estoques de biomassa – que são importantes para entender a estrutura e os processos dos ecossistemas.

Os cientistas utilizaram uma combinação de imagens de satélite, inventários de florestas, tecnologias de super computação para produzir o mapa global de populações de árvores em escala de um quilômetro quadrado. De acordo com o mapa, o número global estimado é de 3,04 trilhões de árvores.

“As árvores estão entre os organismos mais críticos da Terra, ainda que só recentemente estejamos começando a compreender seu alcance e sua distribuição globais”, disse Crowther, autor principal do estudo e pós-doutorando na Escola de Estudos Florestais e Ambientais da Universidade Yale (Estados Unidos).

Crowther explicou que as árvores armazenam imensas quantidades de carbono, são essenciais para os ciclos de nutrientes, para a qualidade da água e do ar e por inúmeros serviços para os humanos.

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“Quando você pede a uma pessoa que estime, dentro de uma ordem de magnitude, quantas árvores existem, ela nem sabe por onde começar. Eu não sei o que eu teria sugerido, mas certamente eu ficaria surpreso ao descobrir que estamos falando de trilhões”, afirmou Crowther.

De acordo com os autores, o estudo foi inspirado por um pedido da Plant for the Planet, uma iniciativa global que lidera o programa Um Bilhão de Árvores, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Há dois anos, o grupo entrou em contato com Crowther para pedir uma estimativa do número de árvores em escalas regionais e globais, a fim de avaliar a contribuição dos esforços do programa e planejar futuras iniciativas de plantio de árvores.

Na época, a única estimativa global era de que haviam cerca de 400 bilhões de árvores em todo o planeta, o que equivale a 61 árvores por pessoa na Terra. Aquela predição havia sido gerada com o uso de imagens de satélite e estimativas de área florestal, mas não incorporava nenhum tipo de informação obtida em campo.

O número estimado com pelo novo estudo, de 3,04 trilhões de árvores, equivale a aproximadamente 422 árvores por pessoa.

O novo estudo também foi capaz de avaliar como o número de árvores em cada área está relacionado às características locais como clima, topografia, vegetação, condições do solo e impactos humanos.

“A diversidade da amostra de dados disponíveis atualmente nos permitiu construir modelos de previsão para estimar o número de árvores em níveis regionais”, disse outro dos autores do estudo, Henry Glick, da Universidade Yale.

O mapa gerado pelos cientistas, segundo eles, tem o potencial para fornecer informações sobre a estrutura dos ecossistemas florestais em diferentes regiões e pode ser usado para aprimorar previsões sobre estoques de carbono e biodiversidade no planeta.

As mais altas densidades de árvores foram encontradas nas florestas boreais e das regiões sub-árticas da Rússia, Escandinávia e América do Norte. Mas as maiores áreas de florestas, de longe, estão nos trópicos, que abrigam cerca de 43% de todas as árvores do mundo. Cerca de 24% das árvores estão nas densas florestas boreais e 22% nas florestas das zonas temperadas.

Os resultados ilustram como a densidade de árvores muda de acordo com o tipo de floresta. Os cientistas descobriram que o clima pode ajudar a prever a densidade de árvores na maior parte dos biomas. Em áreas mais úmidas, por exemplo, mais árvores podem crescer. No entanto, os efeitos positivos da umidade são revertidos em algumas regiões porque humanos tipicamente preferem as áreas mais úmidas e produtivas para a agricultura.

Segundo Crowther, a atividade humana é o principal fator relacionado ao número de árvores em todo o mundo. Enquanto o impacto negativo das atividades humanas sobre os ecossistemas naturais é claramente visível em áreas pequenas, o estudo fornece uma nova medida da escala dos efeitos antropogênicos, mostrando como as decisões históricas de uso da terra deram forma aos ecossistemas naturais em escala global.

De acordo com o estudo, a densidade das árvores geralmente despenca onde as populações humanas aumentam. O desmatamento, a mudança de uso do solo e o manejo florestal são responsáveis pela perda bruta de mais de 15 bilhões de árvores anualmente.

“Nós praticamente cortamos à metade o número de árvores no planeta e vemos os impactos disso no clima e na saúde humana. Esse estudo indica como vai ser necessário um esforço muito maior se quisermos restaurar a saúde das florestas no planeta”, afirmou Crowther.

As mudanças no clima, há muito anunciadas, está acontecendo e seus efeitos catastróficos para a sobrevivência de muitas espécies, tanto animais, quanto vegetais, incluindo a espécie humana. Essas mudanças exigirão adaptações, as quais uma parcela da população humana e animal não conseguirá se inserir para sobreviver.

Oxalá, novas tecnologias, permitirá a continuidade das espécies, sem maiores transtornos.

Do site Yahoo.

 
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