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Archive for Março, 2012

Felizmente uma boa notícia, entre tantas más que recebemos todos os dias: A perspectiva de uma vacina contra os quatro tipos de dengue que vitima tantas pessoas, infelizmente. Essa notícia alvissareira, vem daqui de nossas fronteiras e responde pelo nome de Instituto Butantan.

O Instituto Butantan vai iniciar até junho os ensaios clínicos da vacina contra dengue em humanos. O estudo, feito em parceria com o Centro de Pesquisas Clínicas do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo USP), avaliará a segurança e a imunogenicidade (capacidade que uma substância tem de induzir uma reação de defesa do organismo contra determinada doença) da vacina, que é tetravalente, pois atua sobre os quatro tipos de vírus da dengue após a administração de apenas uma dose. A estimativa do instituto é que a vacina esteja disponível para a população em três anos.

Para os testes clínicos serão recrutados, a partir de abril, 300 voluntários de 18 e 50 anos de idade. Segundo o Butantan, os resultados dos testes de segurança serão obtidos logo no primeiro ano de análise, mas todos os voluntários serão acompanhados por um período de cinco anos após a vacinação.

“Esse é um passo muito importante para a saúde pública e para a ciência, representando um avanço significativo na prevenção da dengue. A vacina já se mostrou segura e imunogênica em estudos anteriores e esperamos obter o mesmo sucesso nessa nova etapa”, avaliou Alexander Precioso, diretor médico de Ensaios Clínicos do Instituto Butantan.

Na quarta-feira (28), a Secretaria de Saúde paulista divulgou mais um balanço da doença em São Paulo. De acordo com os dados, o número de casos registrados entre 1º de janeiro e a semana passada caiu 93% em comparação com o mesmo período do ano passado.

O Sistema de Informações de Agravos de Notificação (Sinan) registrou 2.247 casos autóctones (com transmissão dentro do estado) de dengue. No mesmo período do ano passado, houve 32.549 casos confirmados da doença.

Guaratinguetá, no Vale do Paraíba, lidera o número de casos informados à secretaria pelo Sinan (408), seguida pelos municípios de Pontal (300) e Potim (200). As regiões do Vale do Paraíba, de Ribeirão Preto e Araraquara concentram 67% dos casos de dengue no estado, com 1.350 confirmações.

Até o momento, foi confirmada uma morte por dengue no município de Pontal, região de Ribeirão Preto, ocorrida em janeiro. No ano passado, 50 pessoas morreram por causa da doença. Em 2010, foram registradas 140 mortes dengue. Dos 645 municípios paulistas, 490 não registraram nenhum caso da dengue até agora. 

Oxalá, os testes que vão acontecer, nos tragam boas novas e consigamos nos livrar de vez deste flagelo, que ceifa vidas e isso, em pleno século 21…uma das tantas mazelas do terceiro mundo, sempre relegadas a um plano posterior.(Fonte: Agência Brasil) –  site AmbienteBrasil.

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Dia Mundial da Água

Hoje comemoramos o dia mundial da água, assim como tantos outros dias comemorativos, o qual neste caso foi instituído para que nos concientizemos do consumo racional deste recurso indispensável à vida.

Já ultrapassamos a casa dos 7 bilhões de pessoas no planeta; certamente há espaço para mais gente, mas há crescentes dúvidas, se os recursos são compatíveis para tal; é o que chamamos de sustentabilidade: palavra muito em moda nos dias atuais. Vivemos o limiar de mudanças de paradigmas; o que nos parecia normal até pouco tempo atrás, no uso dos recursos, hoje não é mais. Muito embora a água do planeta seja a mesma em quantidade, não é a mesma em qualidade; estamos poluindo nossos aquíferos e dessa forma, a quantidade de água potável, está diminuindo.

É interessante nos lembramos de um fato político dos anos 60, na renúncia do presidente Jânio Quadros, quando a notícia correu o mundo chegando a Israel, um país que convive com a escassez de água desde tempos imemoriais e a exclamação do seu dirigente maior sobre o notícia: Pq renunciaria o presidente de um país com tanta água? Como se isso fosse fator impeditivo para tal. Parece que o fato de sermos privilegiados com essa benesse, não nos obriga a conservar esse recurso precioso. Lembro recentemente da visita de um estrangeiro em nossas terras; ao qual foi perguntado o que de mais notório havia chamado sua atenção, ao que ele respondeu: o consumo desmedido e descabido de água no Brasil, beira à insensatez. É só observarmos o uso irracional e abusivo de água na lavagem de carros e calçadas.

Se não bastasse isso, a contaminação dos recursos com poluentes de toda espécie, com o aumneto das atividades urbanas e industriais, assim como a descarga de seus efluentes nos corpos dágua, como agrotóxicos, óleos, fertilizantes, permitem o acúmulo de nutrientes, especialmente o nitrogênio e fósforo, provocando um fenomêno conhecido como eutrofização das águas, o que permite a proliferação de cianobactérias, ou algas azuis. Algumas espécies dessas algas produzem substâncias capazes de alterar as propriedades organolépitcas dos corpos dágua e introduzir toxinas no meio líquido,

Denominadas cianotoxinas, essas substâncias causam potenciais patogenias neurotóxicas, hepatotóxicas, dermatotóxicas em animais terrestres, aquáticos e humanos, tanto pela dessedentação ou pelo contato.

Em um estudo recente,conduzido pelo SOS Mata Atlântica de janeiro de 2011 até março deste ano, em 49 rios de 11 estados brasileiros, os resultados trazem uma má notícia para o Dia Mundial da Água. Nenhum deles tem condição boa ou ótima. Em termos de contaminação, 75,5% deles, foram classificados como regular e 24,5%, como ruim, de acordo com o levantamento, que visou interagir com a população, para alertála com o problema da contaminação de rios, córregos e riachos. No trabalho em questão, os índices levavam em conta uma pontuação, a qual compõe o Índice de Qualidade da Água (IQA), padrão definido no Brasil por resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), obtido pela soma da pontuação de 14 parâmetros físico-químicos, biológicos (como temperatura, vermes, coliformes fecais e oxigênio dissolvido) e de percepção, como odor, turbidez e presença de espumas, de lixo, de peixes. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O que podemos fazer para a busca do consumo consciente da água, começa dentro de nossas casas; com cuidados simples, desde a lavagem de louças, reciclagem de água de máquina de lavar roupas, para o uso em descargas de banheiros e lavagem de pisos, bem como na coleta e armazenamento de água de chuva para irrigação de jardins.

Desta forma, estaremos adquirindo consciência para o uso racional desse importante recurso natural, agindo localmente para chegar ao globalmente.

Só saberemos o real valor da água, quando a fonte secar.

 

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Uma nova perspectiva para a produção de Etanol, propicia que haja um maior incremento na produção desse combustível renovável, sem expandir novas fronteiras e dando uma destinação ao arroz de qualidade inferior, permitindo que haja um ponto de equilibrio, regulando o mercado do produto, sem crises de preços ínfimos; é o que se segue.

Duas empresas de agroindústria no Rio Grande do Sul, localizadas em São Borja (oeste do estado) e em Camaquã (no leste, próxima à Lagoa dos Patos), começam a produzir etanol do arroz, em escala experimental (ainda não comercial).

A perspectiva é criar uma alternativa para a produção do combustível e no futuro ter mais uma destinação para o arroz não consumido como alimento (grãos quebrados, de tipo 3 e tipo 4), explica o engenheiro agrônomo Valdecir José Zonin, especialista em biocombustível da Secretaria de Agricultura do Rio Grande do Sul e doutorando em agronegócio na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Ele avalia que o aproveitamento de pequena parte da produção do arroz para o etanol diminuirá acúmulo de estoque e poderá aumentar o preço do produto. “Se consumir 500 mil toneladas por ano, temos o suficiente para mexer com a estrutura do mercado. Isso interessa aos produtores porque vai equalizar os preços”. A produção anual de arroz no Rio Grande do Sul é em torno de 7,5 milhões de toneladas. “Esse é um mercado que se agrega. A produção de etanol do arroz não pode ser prioritária, mas complementar”, disse Zonin à Agência Brasil.

Segundo o agrônomo, o arroz tem uma produtividade para etanol que pode se equivaler ao rendimento da cana de açúcar, e é superior a do sorgo e do trigo – 420 litros de etanol por tonelada de arroz, contra 400 litros de etanol por tonelada de trigo como produzido na Rússia, Canadá e Inglaterra. Em volume de litros, a capacidade de produção de etanol com arroz é o dobro da capacidade de produção de biodiesel com soja.

Apesar do potencial, a produção em escala comercial de etanol de arroz ainda não tem previsão. A legislação brasileira apenas regula o uso do etanol extraído da cana.

A Embrapa Clima Temperado, com sede em Pelotas (RS), está desenvolvendo um grão propício para a produção de etanol, com o dobro do tamanho da média. A nova linhagem de arroz, apelidada como gigante, foi apresentada na abertura oficial da colheita deste ano (fevereiro) e poderá chegar ao mercado em 2013 ou 2014.

Além de maior no tamanho, a produção também é mais volumosa. A média nacional é 7,5 toneladas de arroz por hectare e a produção do arroz gigante é 14 toneladas por hectare.

Além do experimento do uso do arroz para produção do etanol, a agricultura gaúcha fornece casca do arroz colhido para alimentar duas usinas termoelétricas do estado (em São Borja e em Itaqui). A casca queimada gera calor que produz vapor e que movimenta turbinas, cujo mecanismo converte energia mecânica em energia elétrica. 

Novas perspectivas se abrem para o agro-negócio brasileiro, que a cada dia se robustece de novas oportunidades.(Fonte: Gilberto Costa/ Agência Brasil) –  do site AmbienteBrasil.

 

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