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Quando se tratam de notícias ruins, o Brasil está sempre no topo das notícias, senão vejamos, o relatório abaixo, feito pelo Instituto Trata Brasil; quando sabemos que grande parte das doenças são veiculadas pela água.
A nossa situação, nesse quesito é lamentável.
Metade da população brasileira não conta com coleta de esgoto e apenas um quarto dela vive em localidades com tratamento dos dejetos, segundo estudo divulgado na quarta-feira (16) pelo Instituto Trata Brasil. O “Ranking do Saneamento nas 100 Maiores Cidades” foi feito com base em dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, do Ministério das Cidades, relativos a 2014, e mostra que mais de 35 milhões de brasileiros ainda não recebem água tratada.

De acordo com o Instituto Brasil, o país ocupa a 11ª posição entre 17 países analisados pela Comissão Econômica para a América Latina (Cepal), estando atrás da Bolívia, Peru, Uruguai, Equador, Venezuela, Chile, México, Argentina, Colômbia e Costa Rica.

Nos últimos cinco anos, entre 2010 e 2014, 64% das cidades ampliaram os investimentos em até 29% da arrecadação e apenas 36% delas investiram acima dos 30% arrecadados nesse período. O valor relativo à soma das 20 cidades que mais investiram, em 2014, atinge R$ 827 milhões, quantia bem abaixo do montante arrecadado ( R$ 3,8 bilhões). Na média dos últimos cinco anos, foram investidos R$ 188,24 milhões, o equivalente a R$ 71,47 por habitante.

Em nota, o presidente executivo do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos, manifestou que “a preocupação é que os avanços em saneamento básico não só estão muito lentos no país, como cada vez mais concentrados onde a situação já está melhor. Estamos separando o Brasil em ilhas de estados e cidades que caminham para a universalização da água e esgotos, enquanto que uma grande parte do Brasil simplesmente não avança”. Ele alertou que, em consequência, a população fica mais vulnerável às doenças.

Na lista das dez cidades com a pior condição na coleta de esgoto, duas não têm nenhum tipo de atendimento do gênero: Ananindeua e Santarém, no estado do Pará. Ainda nesse estado aparece Belém, onde os serviços atendem apenas 12,7% da população.

As demais cidades são: Rio Branco, no Acre, com 21,23% da população atendida; Juazeiro do Norte , no Ceará (21,1%); Teresina, no Piauí (19,12%); Manaus, no Amazonas (9,9%); Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco (6,59%); Macapá, no Amapá (5,54%) e Porto Velho, em Roraima (2,04%).

Já em sentido oposto, dos dez municípios com a melhor situação, metade fica no estado de São Paulo, sem contudo, incluir a capital paulista: Franca, com 100% de atendimento; Piracicaba, com 99,95%; Santos, com 98,54%; Ribeirão Preto, com 98,5% e Santo André, com 98%%. Três são de Minas Gerais: Belo Horizonte (100%); Contagem (99,66%) e Uberaba (98%). As demais são: Curitiba, no Paraná com 99,18% e Volta Redonda, no Rio de Janeiro, com 98,96%.

Em relação ao tratamento de esgoto, entre as dez piores, três estão no estado de São Paulo: Bauru (3,75%); Itaquaquecetuba (3,68%) e Mauá (2,69%). Em metade do grupo, não existe nenhum tipo de tratamento: Ananindeua, Santarém, Porto Velho, São João do Meriti e Governador Valadares. Em Nova Iguaçu, o número é bem pequeno (0,05%), e em Belém do Pará (2,25%).

Sobre o acesso à água potável, o levantamento aponta para as 20 cidades com a melhor situação e cobertura total: Belo Horizonte; Campina Grande; Ribeirão Preto; João Pessoa; Curitiba; Canoas; Porto Alegre; Santos; são Bernardo do Campo; Diadema; Carapicuíba; Uberlândia e Florianópolis. Já as dez piores são: Ananindeua (26,89%); Porto Velho (31,43%; Macapá (36,92%); Santarém (45,34%); Rio Branco (50,21%); Caucaia (67,58%); aparecida de Goiânia (70,7%); Jaboatão dos Guararapes (73,19%); Gravataí (75,21%) e Belford Roxo (80,05%). (Fonte: Agência Brasil)

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Embora o gênero Aedes, tenha sido descrito  desde 1818, e ganhou do grego esse nome que quer dizer ODIOSO e do latim aegypti – do Egito.
Aqui aportou com os primeiros navios de escravos, tendo sido considerado erradicado na década de 50, mas voltando nos anos 60 e 70 e se instalando em definitivo, agora ganhando contornos epidêmicos, sem precedentes, se adaptando recentemente até mesmo em águas não limpas. A Universidade de Oxford, detém a técnica da transgenia desse parasita, e possui estudos nas Ilhas Cayman, Brasil e Panamá, tendo sido a cidade de Piracicaba, escolhida para o experimento, com eficiência de controle em mais de 90%( Wikipédia).

O crescimento do número de casos de dengue na região tropical da Ásia tem colocado as autoridades globais em alerta, temendo que a região mais populosa do mundo se torne o próximo foco da doença.

Países como a Índia – no sul da região – e os vizinhos do Sudeste Asiático admitem que o risco de contaminação pelo zika é alto devido à presença do mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) considerou “especialmente o Sudeste Asiático” como a área mais vulnerável para a proliferação do zika vírus entre as regiões sob risco na África, Ásia e algumas partes da Europa.

O diretor da OMS para o Sudeste Asiático, Poonam Khetrapal Singh, disse que o zika “é motivo de preocupação” na região devido à presença do mosquito transmissor em muitas áreas.

A organização instou os países do Sudeste Asiático a “reforçar a vigilância e tomar medidas preventivas” contra o vírus, “altamente suspeito de ter uma relação causal com um grupo de microcefalia e outras anormalidades neurológicas”, diz a OMS.

Nas Américas, o avanço da microcefalia ligada ao zika vírus foi declarado emergência internacional pela OMS.

Dengue – Na Ásia, a Tailândia é o país com maior número de casos confirmados de zika. O primeiro caso foi identificado em 2012 e desde então há uma média de cinco diagnósticos confirmados anualmente, de acordo com o Ministério de Saúde Pública.

Neste ano, apenas um caso, no norte do país, foi comprovado.

O país é também o único da região que rejeita publicamente a ideia da iminência de um surto de zika entre suas fronteiras.

“Os tailandeses não devem se preocupar, a Tailândia não tem nenhum surto desta doença (zika). Tenham confiança no sistema de vigilância”, afirmou Amnuay Kajina, diretor-geral do Departamento de Controle de Doenças do Ministério da Saúde, em comunicado, na quarta-feira.

Ao mesmo tempo, porém, os tailandeses se preparam para enfrentar um dos piores anos de epidemia de dengue, que pode ser 16% maior do que no ano passado. Estima-se que 166 mil pessoas serão contaminadas pelo vírus em 2016, de acordo com o ministério.

A versão adotada por alguns médicos e especialistas tailandeses para explicar por que os casos de dengue já cresceram, mas os de zika não, apesar da presença do vírus no país, seria uma espécie de “imunidade” adquirida por outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, como a encefalite japonesa e a própria dengue.

Essa suspeita, no entanto, é contrariada pelo Ministério de Saúde Pública da Tailândia e pela OMS, que afirma não haver “nenhuma evidência de imunidade ao vírus” na região.

Esse é um ponto polêmico entre os especialistas. Na avaliação do médico indiano Krishan Kumar Aggarwal, a infecção prévia com o vírus da dengue pode apenas dificultar o diagnóstico de zika no teste de laboratório, mas não criar uma barreira protetora contra a doença.

“Não se trata de imunidade específica do vírus da dengue. Pode haver um cruzamento de reações de anticorpos do zika e (dificultar) o diagnóstico”, afirmou à BBC Brasil Aggarwal, secretário-geral da Associação Médica da Índia.

Índia – Na Índia não há casos comprovados de zika, mas a proliferação da dengue é alarmante. No ano passado, cerca de 80 mil pessoas teriam sido infectadas pelo vírus da doença, de acordo com dados oficiais.

Estimativas extraoficiais, porém, indicam que o número de doentes seja no mínimo 100 vezes maior no país, que tem cerca de 1,3 bilhão de habitantes.

O representante da Associação Médica da Índia admite que o país está “potencialmente em risco” de sofrer um surto de zika. No entanto, segundo ele, “não necessariamente (haverá contaminação). O vetor da febre amarela é o mesmo da dengue, mas a febre amarela nunca entrou na Índia”.

“O mosquito pode estar presente, mas o vírus pode se comportar diferentemente em distintos países”, acrescentou.

Entre os vizinhos, a preocupação é evidente. Na Indonésia, país que também sofre com a proliferação da dengue, o primeiro caso de zika foi confirmado na terça-feira. Os governos da Malásia e Singapura admitiram que há um “alto risco” de o zika vírus ser “importado” para seus países.

Olimpíada – O trânsito de atletas de diferentes continentes e de turistas que acompanharão os Jogos Olímpicos no Rio são outro elemento de preocupação relacionado à “migração” do vírus para outras regiões ainda não afetadas pelo zika.

“O risco (de migração do vírus) existe”, afirmou Aggarwel, da Associação Médica da Índia.
Na semana passada, o Comitê Olímpico Internacional (COI) emitiu uma nota aos comitês nacionais explicando as medidas tomadas para conter o avanço do vírus, reafirmando que acompanha a situação junto à OMS e ao governo brasileiro.

As arenas dos Jogos, disse o órgão, “serão inspecionados diariamente para garantir que poças de água parada – onde os mosquitos se reproduzem – sejam removidas, minimizando assim o risco de que atletas e visitantes entrem em contato com os mosquitos”. (Fonte: G1.

Contudo, o evento olímpico, no Rio, certamente, será um difusor para o mundo dessas doenças e quiçá de uma epidemia de gripe, que se espera a qualquer momento; não faltava mais nada.

(Foto: Flickr)(Foto: Flickr)

O presente estudo nos leva à uma profunda reflexão sobre a vida na terra, face às mudanças climáticas que já se fazem sentir.

A cobertura vegetal exerce um papel preponderante nas correntes de ventos, levando umidade para formação de chuvas; com a sua diminuição, essas correntes estão perdendo intensidade e mudando a configuração das chuvas.
Existem cerca de 3 trilhões de árvores no mundo – um número quase oito vezes maior que o estimado anteriormente. A conclusão é de um estudo realizado por um grupo internacional de cientistas e publicado nesta quinta-feira, 3, na revista Nature.

O estudo também mostra que a atividade humana é prejudicial para a abundância de árvores no planeta. Cerca de 15 bilhões de árvores são cortadas a cada ano, de acordo com os cálculos dos pesquisadores. Desde o início da agricultura, há 12 mil anos, o número de árvores no planeta caiu cerca de 46%.

Para realizar o estudo, a equipe liderada por Thomas Crowther, do Instituto Holandês de Ecologia, em Wageningen (Holanda), analisou dados de 400 mil estimativas já realizadas em todos os continentes, exceto a Antártica, para produzir um mapa global da densidade das florestas.

Segundo os autores, até agora cientistas e tomadores de decisão se basearam em imagens de satélite para fazer estimativas da cobertura florestal global. No entanto, essas técnicas de sensoriamento remoto não levam em conta o número de árvores e a densidade das florestas – ou estoques de biomassa – que são importantes para entender a estrutura e os processos dos ecossistemas.

Os cientistas utilizaram uma combinação de imagens de satélite, inventários de florestas, tecnologias de super computação para produzir o mapa global de populações de árvores em escala de um quilômetro quadrado. De acordo com o mapa, o número global estimado é de 3,04 trilhões de árvores.

“As árvores estão entre os organismos mais críticos da Terra, ainda que só recentemente estejamos começando a compreender seu alcance e sua distribuição globais”, disse Crowther, autor principal do estudo e pós-doutorando na Escola de Estudos Florestais e Ambientais da Universidade Yale (Estados Unidos).

Crowther explicou que as árvores armazenam imensas quantidades de carbono, são essenciais para os ciclos de nutrientes, para a qualidade da água e do ar e por inúmeros serviços para os humanos.

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“Quando você pede a uma pessoa que estime, dentro de uma ordem de magnitude, quantas árvores existem, ela nem sabe por onde começar. Eu não sei o que eu teria sugerido, mas certamente eu ficaria surpreso ao descobrir que estamos falando de trilhões”, afirmou Crowther.

De acordo com os autores, o estudo foi inspirado por um pedido da Plant for the Planet, uma iniciativa global que lidera o programa Um Bilhão de Árvores, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Há dois anos, o grupo entrou em contato com Crowther para pedir uma estimativa do número de árvores em escalas regionais e globais, a fim de avaliar a contribuição dos esforços do programa e planejar futuras iniciativas de plantio de árvores.

Na época, a única estimativa global era de que haviam cerca de 400 bilhões de árvores em todo o planeta, o que equivale a 61 árvores por pessoa na Terra. Aquela predição havia sido gerada com o uso de imagens de satélite e estimativas de área florestal, mas não incorporava nenhum tipo de informação obtida em campo.

O número estimado com pelo novo estudo, de 3,04 trilhões de árvores, equivale a aproximadamente 422 árvores por pessoa.

O novo estudo também foi capaz de avaliar como o número de árvores em cada área está relacionado às características locais como clima, topografia, vegetação, condições do solo e impactos humanos.

“A diversidade da amostra de dados disponíveis atualmente nos permitiu construir modelos de previsão para estimar o número de árvores em níveis regionais”, disse outro dos autores do estudo, Henry Glick, da Universidade Yale.

O mapa gerado pelos cientistas, segundo eles, tem o potencial para fornecer informações sobre a estrutura dos ecossistemas florestais em diferentes regiões e pode ser usado para aprimorar previsões sobre estoques de carbono e biodiversidade no planeta.

As mais altas densidades de árvores foram encontradas nas florestas boreais e das regiões sub-árticas da Rússia, Escandinávia e América do Norte. Mas as maiores áreas de florestas, de longe, estão nos trópicos, que abrigam cerca de 43% de todas as árvores do mundo. Cerca de 24% das árvores estão nas densas florestas boreais e 22% nas florestas das zonas temperadas.

Os resultados ilustram como a densidade de árvores muda de acordo com o tipo de floresta. Os cientistas descobriram que o clima pode ajudar a prever a densidade de árvores na maior parte dos biomas. Em áreas mais úmidas, por exemplo, mais árvores podem crescer. No entanto, os efeitos positivos da umidade são revertidos em algumas regiões porque humanos tipicamente preferem as áreas mais úmidas e produtivas para a agricultura.

Segundo Crowther, a atividade humana é o principal fator relacionado ao número de árvores em todo o mundo. Enquanto o impacto negativo das atividades humanas sobre os ecossistemas naturais é claramente visível em áreas pequenas, o estudo fornece uma nova medida da escala dos efeitos antropogênicos, mostrando como as decisões históricas de uso da terra deram forma aos ecossistemas naturais em escala global.

De acordo com o estudo, a densidade das árvores geralmente despenca onde as populações humanas aumentam. O desmatamento, a mudança de uso do solo e o manejo florestal são responsáveis pela perda bruta de mais de 15 bilhões de árvores anualmente.

“Nós praticamente cortamos à metade o número de árvores no planeta e vemos os impactos disso no clima e na saúde humana. Esse estudo indica como vai ser necessário um esforço muito maior se quisermos restaurar a saúde das florestas no planeta”, afirmou Crowther.

As mudanças no clima, há muito anunciadas, está acontecendo e seus efeitos catastróficos para a sobrevivência de muitas espécies, tanto animais, quanto vegetais, incluindo a espécie humana. Essas mudanças exigirão adaptações, as quais uma parcela da população humana e animal não conseguirá se inserir para sobreviver.

Oxalá, novas tecnologias, permitirá a continuidade das espécies, sem maiores transtornos.

Do site Yahoo.

 

MUDANÇAS DE PARADIGMAS

No ultimo ano e particularmente no início deste, estamos sendo assolados com notícias preocupantes com relação à crise da água, tanto para necessidades básicas bem como para a produção de energia, entre tantos outros fatos desalentadores que assolam o Brasil.

A todo o momento estamos sendo bombardeados com notícias sobre o problema da falta d’água, que é grave, seríssimo e requer medidas multidisciplinares, entre agências, e agora entre estados federados. Estamos vendo o cronômetro marcar a cada dia menores quantidades de água nos reservatórios, antevendo uma catástrofe anunciada, que poderia ter sido gerida tecnicamente, sem ter que ouvir uma autoridade de alto escalão dizer que devemos ter em mãos uma canequinha ou nos mudarmos pra casa de parentes em outras regiões mais favorecidas; quer me parecer razoável crer que o governo tá mal de quadro, ou mal na fita, como dizemos.

Esse problema da escassez de água, não é novo, já havia estudos desde 2002, informando que teríamos essa tragédia, se medidas não fossem tomadas, que incluía, entre outras de curto, médio e longo prazo, maior oferta de água, face ao crescente populacional, , no tocante à imperiosa necessidade de termos iniciado racionamento, face ao problema que se anunciava, educação da população no tocante ao uso racional desse recurso, como consumo consciente, preservação de nascentes, poluição, reuso, mediante as mudanças climáticas que estão acontecendo. Ao mais desavisado cidadão, se indagado ele irá observar que houve uso eleitoreiro de gestão.

O novo código florestal, aprovado recentemente, nos brindou com menores restrições com relação às faixas de proteção de APP, o que contribuirá ainda mais para aprofundar o problema, salvo mau juízo meu. O arcabouço existente na legislação, trazendo conflitos sobre o entendimento de rios federais, bacias, vazões, competências de agências, etc., só faz agravar ainda mais o problema, podendo trazer embates entre três estados.

As medidas de curto prazo pensadas, mas ainda não anunciadas, nem descartadas, como um racionamento drástico, como já ventilado extra oficialmente, como sendo de quatro dias sem, por dois dias com água, parece plausível na região metropolitana, pois medidas de médio prazo, exigem tempo de mais de ano, tempo esse que não se tem.

Enquanto isso, o que nos cabe é fazer a nossa parte, ou seja, economizar tanto quanto possível. A propósito, lembro-me do meu curso de Gestão em Saneamento Ambiental, uma célebre frase muito corrente no decorrer do curso que é a seguinte: Mudanças de Paradigmas!

À época soava um tanto incompreensível entender isso…Agir localmente para mudar globalmente. Quantas discussões acaloradas tivemos sobre e com isso, durante todo o curso. Campanhas podem e devem ser feitas para se atingir um objetivo, quer seja contornar uma crise como a que estamos vivendo, medidas emergenciais, circunstanciais, plenas, de qualquer natureza podem e devem ser implementadas a curto, médio e longo prazo; entretanto a de maior eficácia é a mudança interior, dentro de nós, dentro de nossas casas, essa é mais difícil de se conseguir; tentemos implementá-la, a isso chamamos de Mudanças de Paradigmas!

A HISTÓRIA DAS COISAS.

Há muito se fala de como estamos dilapidando nossos recursos ambientais finitos para sustentar o crescente aumento da população em detrimento da sustentabilidade.

Há um paradoxo linear nisso; enquanto aumenta-se a população, diminuem os recursos ambientais.Hoje somos mais de sete bilhões de pessoas, há espaço para todos, mas haverão recursos? Essa é a pergunta que não quer calar.

                                                     https://youtu.be/xEgPp1VGWsM

O vídeo nos remete a pensar como estamos vivendo em uma sociedade de consumo em que diuturnamente, somos impelidos a comprar, descartar, jogar embaixo do tapete, poluir, destruir recursos, mas não paramos para perguntar, pra onde vamos?

Com a crise hídrica anunciada sem precedentes na história do sudeste e especialmente de São Paulo, teremos que mitigar, o que não fizemos em décadas. Assim, o quadro abaixo, é uma das propostas a serem implementadas com urgência, oxalá, o foco não seja desviado, esquecido, protelado, ou qualquer coisa do gênero.

Vista do alto, a paisagem é desoladora: veleiros encalhados muito longe de qualquer sinal de água, rampas de píeres terminando em barrancos secos, condomínios luxuosos no meio do nada, represas reduzidas a rios estreitos, o gado pastando na vegetação rasteira de áreas antes submersas. O sonho de ter casa de fim de semana em um cenário espetacular de montanhas e lagos, e praticar esportes náuticos, a 90 km de São Paulo, ou uma fazenda com água abundante para o gado, parece distante do pesadelo dos 6,5 milhões de moradores da Região Metropolitana que dependem da água doCantareira.

Mas, segundo especialistas, há uma ligação causal entre a ocupação nos 12 municípios do Cantareira, e destruição da mata ciliar de seus 8.171 km de rios, e o esgotamento do sistema. Choveu menos no último ano, mas, se a mata nativa ainda estivesse lá, os reservatórios poderiam ter mais água — e de melhor qualidade. A chuva não cairia sobre um solo tão seco, com o consequente efeito “esponja”. A vegetação funcionaria como uma válvula, controlando a vazão e evitando inundações como a de 2011 – quando as comportas tiveram de ser abertas – e falta de água, como a de agora.

Técnicos da Embrapa Informática e da GV Agro propõem o plantio de 30 milhões de mudas para recompor a mata ciliar em 34 mil hectares, de modo a obedecer a faixa prevista pelo novo Código Florestal – que a reduziu, porque passou a medir a Área de Preservação Permanente (APP) a partir do leito regular do rio, e não mais de sua largura máxima. Para chegar a esses números, eles analisaram as imagens do satélite Rapid Eyes, que registra objetos de no mínimo 5 metros, explica Eduardo Assad, autor da proposta.

A mata ciliar evita o deslocamento do solo, chamado de erosão, seu transporte pelos rios e depósito nos reservatórios, ou assoreamento. Segundo a Sabesp, estudo de 2009 mostrou que não havia assoreamento no Cantareira. A mata ciliar filtra os sedimentos trazidos pelas enxurradas, evitando que poluentes, como os agrotóxicos usados nas fazendas, comprometam a qualidade da água. E mantém a infiltração do solo pela água, que desce para o lençol freático, e aflora novamente. O solo sem vegetação, às vezes compactado por tratores ou pelo pisoteio de animais, deixa a água evaporar.

ORVALHO
Entretanto, explica o especialista Antonio Carlos Zuffo, da Unicamp, a vegetação exerce esse papel não tanto na beira dos rios, onde o solo já está encharcado, mas um pouco mais longe, até mesmo nos topos de morros, onde ela também intercepta a umidade trazida pelas nuvens, que condensa na forma de orvalho e desce subterraneamente até as nascentes. Será preciso ir além da mata ciliar. Zuffo propõe, por exemplo, o plantio direto, em vez do arado, como forma de evitar a compactação.

Ricardo Rodrigues, da Esalq, a Escola de Agronomia da USP, acha que não é necessário plantar 30 milhões de mudas. Onde houver vegetação por perto, é possível induzir a regeneração natural. Com base em sua experiência com recomposição de florestas, Rodrigues estima que 50% da área precisaria de plantio total, com custo médio de R$ 9 mil por hectare; 25% se regeneraria sozinha, ao custo de R$ 2 mil/ha.; os restantes 25% requereriam enriquecimento com espécies, o que custa R$ 3 mil/ha. Caberia aos fazendeiros cercar o gado.

Por esse cálculo aproximado, o projeto custaria R$ 195,5 milhões. Bilhões de reais devem ser gastos nas obras de engenharia anunciadas pelo governo. Só a transposição entre as Represas Jaguari, da Bacia do Paraíba do Sul, e Atibainha, do Sistema Cantareira, está estimada em R$ 830,5 milhões. Para Assad e Rodrigues, arecuperação da mata nativa começaria a ter efeitos sobre o Cantareira em cinco anos.

A relação entre a vegetação e as chuvas em regiões de Mata Atlântica, como a do Cantareira, ainda está sendo estudada cientificamente, afirma o meteorologista Carlos Nobre. Na Amazônia, já foi provado o efeito da transpiração das árvores. Ontem, mesmo sem chuva, o manancial teve a 16.ª alta e chegou a 10,2% da capacidade.

A Sabesp incentiva o plantio de mata nativa no entorno das represas, por empresas que precisam fazer compensação ambiental. A Dersa plantou 1,13 milhão de mudas em 554 hectares. O governo paulista lançou no mês passado o programa Mata Ciliar, que pretende recuperar 20 mil hectares, com recursos de empreendedores em busca de licença ambiental, ou de proprietários que precisem se regularizar.

Em Bragança Paulista, onde restam apenas 11% de cobertura vegetal, o prefeito Fernão Dias (PT) criou um programa no qual os infratores ambientais regularizam sua situação bancando o plantio de árvores. “Em menos de dois anos, já fizemos mais de 30 mil plantios.” O prefeito acha provável que haja resistência dos condomínios e fazendeiros a um eventual programa de recomposição da mata ciliar. “Eles perderão boa parte de sua área, mas se trata de um momento emergencial, em que o Brasil não pode manter um benefício individual em detrimento do coletivo.”

Fonte: Planeta Sustentável

Ação conjunta: promotorias federal e estadual abrem processo contra Sabesp para evitar colapso do Sistema Cantareira

Sistema Cantareira em São Paulo (Foto: AP)Sistema Cantareira Sistema Cantareira em São Paulo (Foto: AP)
Esse é o retrato do Sistema Cantareira em São Paulo, diante do pesadelo que se abateu na região sudeste do país, com consequências cruciais para lavouras, indústrias, cidades que não contam com captação profunda, situação nunca vista antes.
Cumpre dizer que o crescimento exponencial de São Paulo e região metropolitana com uma população imensa, não foi acompanhada  com novos incrementos de reservas de água, o que bastava para atender a população, muito embora se avizinhavam sinais de esgotamento dessas represas, o que não acompanhado de uma gestão nesse sentido e estão aí as consequências. Com isso os ministérios públicos garantidores da coisa pública, interpuseram ação civil pública no sentido de se evitar esgotamento dessas reservas.
O Ministério Público Federal em Piracicaba e o Ministério Público do Estado de São Paulo ajuizaram uma ação civil pública para que a Justiça estabeleça restrições e limites à Sabesp na utilização das águas ainda disponíveis nos reservatórios do Sistema Cantareira. O processo visa coibir o uso indiscriminado da segunda parcela do volume morto das reservas e evitar o seu possível esgotamento. Além da empresa paulista, a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE) também são réus na ação.

Diante da grave crise hídrica e do iminente colapso do sistema, os autores do procedimento requerem que seja determinada a revisão imediata das vazões de retirada da Sabesp. A companhia já solicitou o uso da segunda parcela do volume morto, mas o planejamento definido pelos gestores do Cantareira (ANA e DAEE) determinava que a primeira parcela deveria ser suficiente para o abastecimento da população até 30 de novembro. O estabelecimento de novas vazões deve também garantir que, em 30 de abril de 2015, o conjunto de reservatórios atinja, no mínimo, o mesmo nível de água registrado em 30 de abril deste ano (10% do volume útil).

Em relação à segunda camada do volume morto, a ação requer, com pedido de liminar, que a captação pela Sabesp seja proibida, uma vez que a retirada dos recursos hídricos comprometeria o abastecimento de vários municípios do interior do Estado, entre eles Campinas, Valinhos, Atibaia e Jundiaí. Cerca de 2,8 milhões de pessoas correriam o risco de ficar sem água. No entanto, caso o uso dessa parcela seja imprescindível, os autores da ação requerem que apenas parte da reserva seja liberada, na medida da estrita necessidade e conforme limites estipulados e metas de recuperação do sistema, sem que a extração comprometa a vazão para a bacia do Piracicaba.
Segundo a ação, não há justificativa para a omissão da ANA e do DAEE, enquanto gestores dos reservatórios, no ajuste das vazões de retirada da Sabesp desde 1º de julho, data do último comunicado do Grupo Técnico de Assessoramento para Gestão do Sistema Cantareira. Os autores ressaltam que os órgãos deveriam ter imposto medidas de restrição compatíveis com a gravidade da situação e com os horizontes de planejamento. _ por Cláudio Tognoli @claudiotognolli)