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(Foto: Flickr)(Foto: Flickr)

O presente estudo nos leva à uma profunda reflexão sobre a vida na terra, face às mudanças climáticas que já se fazem sentir.

A cobertura vegetal exerce um papel preponderante nas correntes de ventos, levando umidade para formação de chuvas; com a sua diminuição, essas correntes estão perdendo intensidade e mudando a configuração das chuvas.
Existem cerca de 3 trilhões de árvores no mundo – um número quase oito vezes maior que o estimado anteriormente. A conclusão é de um estudo realizado por um grupo internacional de cientistas e publicado nesta quinta-feira, 3, na revista Nature.

O estudo também mostra que a atividade humana é prejudicial para a abundância de árvores no planeta. Cerca de 15 bilhões de árvores são cortadas a cada ano, de acordo com os cálculos dos pesquisadores. Desde o início da agricultura, há 12 mil anos, o número de árvores no planeta caiu cerca de 46%.

Para realizar o estudo, a equipe liderada por Thomas Crowther, do Instituto Holandês de Ecologia, em Wageningen (Holanda), analisou dados de 400 mil estimativas já realizadas em todos os continentes, exceto a Antártica, para produzir um mapa global da densidade das florestas.

Segundo os autores, até agora cientistas e tomadores de decisão se basearam em imagens de satélite para fazer estimativas da cobertura florestal global. No entanto, essas técnicas de sensoriamento remoto não levam em conta o número de árvores e a densidade das florestas – ou estoques de biomassa – que são importantes para entender a estrutura e os processos dos ecossistemas.

Os cientistas utilizaram uma combinação de imagens de satélite, inventários de florestas, tecnologias de super computação para produzir o mapa global de populações de árvores em escala de um quilômetro quadrado. De acordo com o mapa, o número global estimado é de 3,04 trilhões de árvores.

“As árvores estão entre os organismos mais críticos da Terra, ainda que só recentemente estejamos começando a compreender seu alcance e sua distribuição globais”, disse Crowther, autor principal do estudo e pós-doutorando na Escola de Estudos Florestais e Ambientais da Universidade Yale (Estados Unidos).

Crowther explicou que as árvores armazenam imensas quantidades de carbono, são essenciais para os ciclos de nutrientes, para a qualidade da água e do ar e por inúmeros serviços para os humanos.

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“Quando você pede a uma pessoa que estime, dentro de uma ordem de magnitude, quantas árvores existem, ela nem sabe por onde começar. Eu não sei o que eu teria sugerido, mas certamente eu ficaria surpreso ao descobrir que estamos falando de trilhões”, afirmou Crowther.

De acordo com os autores, o estudo foi inspirado por um pedido da Plant for the Planet, uma iniciativa global que lidera o programa Um Bilhão de Árvores, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Há dois anos, o grupo entrou em contato com Crowther para pedir uma estimativa do número de árvores em escalas regionais e globais, a fim de avaliar a contribuição dos esforços do programa e planejar futuras iniciativas de plantio de árvores.

Na época, a única estimativa global era de que haviam cerca de 400 bilhões de árvores em todo o planeta, o que equivale a 61 árvores por pessoa na Terra. Aquela predição havia sido gerada com o uso de imagens de satélite e estimativas de área florestal, mas não incorporava nenhum tipo de informação obtida em campo.

O número estimado com pelo novo estudo, de 3,04 trilhões de árvores, equivale a aproximadamente 422 árvores por pessoa.

O novo estudo também foi capaz de avaliar como o número de árvores em cada área está relacionado às características locais como clima, topografia, vegetação, condições do solo e impactos humanos.

“A diversidade da amostra de dados disponíveis atualmente nos permitiu construir modelos de previsão para estimar o número de árvores em níveis regionais”, disse outro dos autores do estudo, Henry Glick, da Universidade Yale.

O mapa gerado pelos cientistas, segundo eles, tem o potencial para fornecer informações sobre a estrutura dos ecossistemas florestais em diferentes regiões e pode ser usado para aprimorar previsões sobre estoques de carbono e biodiversidade no planeta.

As mais altas densidades de árvores foram encontradas nas florestas boreais e das regiões sub-árticas da Rússia, Escandinávia e América do Norte. Mas as maiores áreas de florestas, de longe, estão nos trópicos, que abrigam cerca de 43% de todas as árvores do mundo. Cerca de 24% das árvores estão nas densas florestas boreais e 22% nas florestas das zonas temperadas.

Os resultados ilustram como a densidade de árvores muda de acordo com o tipo de floresta. Os cientistas descobriram que o clima pode ajudar a prever a densidade de árvores na maior parte dos biomas. Em áreas mais úmidas, por exemplo, mais árvores podem crescer. No entanto, os efeitos positivos da umidade são revertidos em algumas regiões porque humanos tipicamente preferem as áreas mais úmidas e produtivas para a agricultura.

Segundo Crowther, a atividade humana é o principal fator relacionado ao número de árvores em todo o mundo. Enquanto o impacto negativo das atividades humanas sobre os ecossistemas naturais é claramente visível em áreas pequenas, o estudo fornece uma nova medida da escala dos efeitos antropogênicos, mostrando como as decisões históricas de uso da terra deram forma aos ecossistemas naturais em escala global.

De acordo com o estudo, a densidade das árvores geralmente despenca onde as populações humanas aumentam. O desmatamento, a mudança de uso do solo e o manejo florestal são responsáveis pela perda bruta de mais de 15 bilhões de árvores anualmente.

“Nós praticamente cortamos à metade o número de árvores no planeta e vemos os impactos disso no clima e na saúde humana. Esse estudo indica como vai ser necessário um esforço muito maior se quisermos restaurar a saúde das florestas no planeta”, afirmou Crowther.

As mudanças no clima, há muito anunciadas, está acontecendo e seus efeitos catastróficos para a sobrevivência de muitas espécies, tanto animais, quanto vegetais, incluindo a espécie humana. Essas mudanças exigirão adaptações, as quais uma parcela da população humana e animal não conseguirá se inserir para sobreviver.

Oxalá, novas tecnologias, permitirá a continuidade das espécies, sem maiores transtornos.

Do site Yahoo.

 
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MUDANÇAS DE PARADIGMAS

No ultimo ano e particularmente no início deste, estamos sendo assolados com notícias preocupantes com relação à crise da água, tanto para necessidades básicas bem como para a produção de energia, entre tantos outros fatos desalentadores que assolam o Brasil.

A todo o momento estamos sendo bombardeados com notícias sobre o problema da falta d’água, que é grave, seríssimo e requer medidas multidisciplinares, entre agências, e agora entre estados federados. Estamos vendo o cronômetro marcar a cada dia menores quantidades de água nos reservatórios, antevendo uma catástrofe anunciada, que poderia ter sido gerida tecnicamente, sem ter que ouvir uma autoridade de alto escalão dizer que devemos ter em mãos uma canequinha ou nos mudarmos pra casa de parentes em outras regiões mais favorecidas; quer me parecer razoável crer que o governo tá mal de quadro, ou mal na fita, como dizemos.

Esse problema da escassez de água, não é novo, já havia estudos desde 2002, informando que teríamos essa tragédia, se medidas não fossem tomadas, que incluía, entre outras de curto, médio e longo prazo, maior oferta de água, face ao crescente populacional, , no tocante à imperiosa necessidade de termos iniciado racionamento, face ao problema que se anunciava, educação da população no tocante ao uso racional desse recurso, como consumo consciente, preservação de nascentes, poluição, reuso, mediante as mudanças climáticas que estão acontecendo. Ao mais desavisado cidadão, se indagado ele irá observar que houve uso eleitoreiro de gestão.

O novo código florestal, aprovado recentemente, nos brindou com menores restrições com relação às faixas de proteção de APP, o que contribuirá ainda mais para aprofundar o problema, salvo mau juízo meu. O arcabouço existente na legislação, trazendo conflitos sobre o entendimento de rios federais, bacias, vazões, competências de agências, etc., só faz agravar ainda mais o problema, podendo trazer embates entre três estados.

As medidas de curto prazo pensadas, mas ainda não anunciadas, nem descartadas, como um racionamento drástico, como já ventilado extra oficialmente, como sendo de quatro dias sem, por dois dias com água, parece plausível na região metropolitana, pois medidas de médio prazo, exigem tempo de mais de ano, tempo esse que não se tem.

Enquanto isso, o que nos cabe é fazer a nossa parte, ou seja, economizar tanto quanto possível. A propósito, lembro-me do meu curso de Gestão em Saneamento Ambiental, uma célebre frase muito corrente no decorrer do curso que é a seguinte: Mudanças de Paradigmas!

À época soava um tanto incompreensível entender isso…Agir localmente para mudar globalmente. Quantas discussões acaloradas tivemos sobre e com isso, durante todo o curso. Campanhas podem e devem ser feitas para se atingir um objetivo, quer seja contornar uma crise como a que estamos vivendo, medidas emergenciais, circunstanciais, plenas, de qualquer natureza podem e devem ser implementadas a curto, médio e longo prazo; entretanto a de maior eficácia é a mudança interior, dentro de nós, dentro de nossas casas, essa é mais difícil de se conseguir; tentemos implementá-la, a isso chamamos de Mudanças de Paradigmas!

A HISTÓRIA DAS COISAS.

Há muito se fala de como estamos dilapidando nossos recursos ambientais finitos para sustentar o crescente aumento da população em detrimento da sustentabilidade.

Há um paradoxo linear nisso; enquanto aumenta-se a população, diminuem os recursos ambientais.Hoje somos mais de sete bilhões de pessoas, há espaço para todos, mas haverão recursos? Essa é a pergunta que não quer calar.

                                                     https://youtu.be/xEgPp1VGWsM

O vídeo nos remete a pensar como estamos vivendo em uma sociedade de consumo em que diuturnamente, somos impelidos a comprar, descartar, jogar embaixo do tapete, poluir, destruir recursos, mas não paramos para perguntar, pra onde vamos?

Com a crise hídrica anunciada sem precedentes na história do sudeste e especialmente de São Paulo, teremos que mitigar, o que não fizemos em décadas. Assim, o quadro abaixo, é uma das propostas a serem implementadas com urgência, oxalá, o foco não seja desviado, esquecido, protelado, ou qualquer coisa do gênero.

Vista do alto, a paisagem é desoladora: veleiros encalhados muito longe de qualquer sinal de água, rampas de píeres terminando em barrancos secos, condomínios luxuosos no meio do nada, represas reduzidas a rios estreitos, o gado pastando na vegetação rasteira de áreas antes submersas. O sonho de ter casa de fim de semana em um cenário espetacular de montanhas e lagos, e praticar esportes náuticos, a 90 km de São Paulo, ou uma fazenda com água abundante para o gado, parece distante do pesadelo dos 6,5 milhões de moradores da Região Metropolitana que dependem da água doCantareira.

Mas, segundo especialistas, há uma ligação causal entre a ocupação nos 12 municípios do Cantareira, e destruição da mata ciliar de seus 8.171 km de rios, e o esgotamento do sistema. Choveu menos no último ano, mas, se a mata nativa ainda estivesse lá, os reservatórios poderiam ter mais água — e de melhor qualidade. A chuva não cairia sobre um solo tão seco, com o consequente efeito “esponja”. A vegetação funcionaria como uma válvula, controlando a vazão e evitando inundações como a de 2011 – quando as comportas tiveram de ser abertas – e falta de água, como a de agora.

Técnicos da Embrapa Informática e da GV Agro propõem o plantio de 30 milhões de mudas para recompor a mata ciliar em 34 mil hectares, de modo a obedecer a faixa prevista pelo novo Código Florestal – que a reduziu, porque passou a medir a Área de Preservação Permanente (APP) a partir do leito regular do rio, e não mais de sua largura máxima. Para chegar a esses números, eles analisaram as imagens do satélite Rapid Eyes, que registra objetos de no mínimo 5 metros, explica Eduardo Assad, autor da proposta.

A mata ciliar evita o deslocamento do solo, chamado de erosão, seu transporte pelos rios e depósito nos reservatórios, ou assoreamento. Segundo a Sabesp, estudo de 2009 mostrou que não havia assoreamento no Cantareira. A mata ciliar filtra os sedimentos trazidos pelas enxurradas, evitando que poluentes, como os agrotóxicos usados nas fazendas, comprometam a qualidade da água. E mantém a infiltração do solo pela água, que desce para o lençol freático, e aflora novamente. O solo sem vegetação, às vezes compactado por tratores ou pelo pisoteio de animais, deixa a água evaporar.

ORVALHO
Entretanto, explica o especialista Antonio Carlos Zuffo, da Unicamp, a vegetação exerce esse papel não tanto na beira dos rios, onde o solo já está encharcado, mas um pouco mais longe, até mesmo nos topos de morros, onde ela também intercepta a umidade trazida pelas nuvens, que condensa na forma de orvalho e desce subterraneamente até as nascentes. Será preciso ir além da mata ciliar. Zuffo propõe, por exemplo, o plantio direto, em vez do arado, como forma de evitar a compactação.

Ricardo Rodrigues, da Esalq, a Escola de Agronomia da USP, acha que não é necessário plantar 30 milhões de mudas. Onde houver vegetação por perto, é possível induzir a regeneração natural. Com base em sua experiência com recomposição de florestas, Rodrigues estima que 50% da área precisaria de plantio total, com custo médio de R$ 9 mil por hectare; 25% se regeneraria sozinha, ao custo de R$ 2 mil/ha.; os restantes 25% requereriam enriquecimento com espécies, o que custa R$ 3 mil/ha. Caberia aos fazendeiros cercar o gado.

Por esse cálculo aproximado, o projeto custaria R$ 195,5 milhões. Bilhões de reais devem ser gastos nas obras de engenharia anunciadas pelo governo. Só a transposição entre as Represas Jaguari, da Bacia do Paraíba do Sul, e Atibainha, do Sistema Cantareira, está estimada em R$ 830,5 milhões. Para Assad e Rodrigues, arecuperação da mata nativa começaria a ter efeitos sobre o Cantareira em cinco anos.

A relação entre a vegetação e as chuvas em regiões de Mata Atlântica, como a do Cantareira, ainda está sendo estudada cientificamente, afirma o meteorologista Carlos Nobre. Na Amazônia, já foi provado o efeito da transpiração das árvores. Ontem, mesmo sem chuva, o manancial teve a 16.ª alta e chegou a 10,2% da capacidade.

A Sabesp incentiva o plantio de mata nativa no entorno das represas, por empresas que precisam fazer compensação ambiental. A Dersa plantou 1,13 milhão de mudas em 554 hectares. O governo paulista lançou no mês passado o programa Mata Ciliar, que pretende recuperar 20 mil hectares, com recursos de empreendedores em busca de licença ambiental, ou de proprietários que precisem se regularizar.

Em Bragança Paulista, onde restam apenas 11% de cobertura vegetal, o prefeito Fernão Dias (PT) criou um programa no qual os infratores ambientais regularizam sua situação bancando o plantio de árvores. “Em menos de dois anos, já fizemos mais de 30 mil plantios.” O prefeito acha provável que haja resistência dos condomínios e fazendeiros a um eventual programa de recomposição da mata ciliar. “Eles perderão boa parte de sua área, mas se trata de um momento emergencial, em que o Brasil não pode manter um benefício individual em detrimento do coletivo.”

Fonte: Planeta Sustentável

Ação conjunta: promotorias federal e estadual abrem processo contra Sabesp para evitar colapso do Sistema Cantareira

Sistema Cantareira em São Paulo (Foto: AP)Sistema Cantareira Sistema Cantareira em São Paulo (Foto: AP)
Esse é o retrato do Sistema Cantareira em São Paulo, diante do pesadelo que se abateu na região sudeste do país, com consequências cruciais para lavouras, indústrias, cidades que não contam com captação profunda, situação nunca vista antes.
Cumpre dizer que o crescimento exponencial de São Paulo e região metropolitana com uma população imensa, não foi acompanhada  com novos incrementos de reservas de água, o que bastava para atender a população, muito embora se avizinhavam sinais de esgotamento dessas represas, o que não acompanhado de uma gestão nesse sentido e estão aí as consequências. Com isso os ministérios públicos garantidores da coisa pública, interpuseram ação civil pública no sentido de se evitar esgotamento dessas reservas.
O Ministério Público Federal em Piracicaba e o Ministério Público do Estado de São Paulo ajuizaram uma ação civil pública para que a Justiça estabeleça restrições e limites à Sabesp na utilização das águas ainda disponíveis nos reservatórios do Sistema Cantareira. O processo visa coibir o uso indiscriminado da segunda parcela do volume morto das reservas e evitar o seu possível esgotamento. Além da empresa paulista, a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE) também são réus na ação.

Diante da grave crise hídrica e do iminente colapso do sistema, os autores do procedimento requerem que seja determinada a revisão imediata das vazões de retirada da Sabesp. A companhia já solicitou o uso da segunda parcela do volume morto, mas o planejamento definido pelos gestores do Cantareira (ANA e DAEE) determinava que a primeira parcela deveria ser suficiente para o abastecimento da população até 30 de novembro. O estabelecimento de novas vazões deve também garantir que, em 30 de abril de 2015, o conjunto de reservatórios atinja, no mínimo, o mesmo nível de água registrado em 30 de abril deste ano (10% do volume útil).

Em relação à segunda camada do volume morto, a ação requer, com pedido de liminar, que a captação pela Sabesp seja proibida, uma vez que a retirada dos recursos hídricos comprometeria o abastecimento de vários municípios do interior do Estado, entre eles Campinas, Valinhos, Atibaia e Jundiaí. Cerca de 2,8 milhões de pessoas correriam o risco de ficar sem água. No entanto, caso o uso dessa parcela seja imprescindível, os autores da ação requerem que apenas parte da reserva seja liberada, na medida da estrita necessidade e conforme limites estipulados e metas de recuperação do sistema, sem que a extração comprometa a vazão para a bacia do Piracicaba.
Segundo a ação, não há justificativa para a omissão da ANA e do DAEE, enquanto gestores dos reservatórios, no ajuste das vazões de retirada da Sabesp desde 1º de julho, data do último comunicado do Grupo Técnico de Assessoramento para Gestão do Sistema Cantareira. Os autores ressaltam que os órgãos deveriam ter imposto medidas de restrição compatíveis com a gravidade da situação e com os horizontes de planejamento. _ por Cláudio Tognoli @claudiotognolli)

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Com raízes profundas, elas absorvem pequenas quantidades do minério e ganham folhas mais brilhantes.

Os desertos australianos encerram riquezas, além do clima árido e de animais peçonhentos, é o que nos revelam as folhas brilhantes do eucalipto, nativo desse país.

Todo mundo já deve ter ouvido dos pais que dinheiro não nasce em árvore, mas vai ficar meio difícil dizer isso daqui para frente. Pesquisadores na Austrália descobriram ouro em eucaliptos no Outback, nome pelo qual é conhecido o deserto australiano.

Uma equipe de improváveis garimpeiros recentemente se aventurou pelas terras áridas da região de Goldfields-Esperance, na Austrália Ocidental, procurando descobrir mais sobre o que estava por baixo do solo. A área ganhou seu nome por ser rica em depósitos de ouro — que eram, entretanto, notavelmente difíceis de se encontrar. Então os pesquisadores resolveram procurar em um lugar bem inusitado: as árvores.

Os eucaliptos dessa região são conhecidos por sua resiliência e pelas raízes que chegam até as profundezas inimagináveis para alcançar as águas subterrâneas necessárias para sua sobrevivência. Acontece que os depósitos de ouro estão lá embaixo também.

Indo atrás de um rumor que vem de tempos longínquos, que diz que as folhas da árvores conseguem seu brilho dourado desses depósitos, os cientistas analisaram as folhas de eucalipto da área — e puderam se assegurar de que há traços de ouro. Aparentemente, as raízes cresceram até dez andares de profundidade sob o solo e absorveram partículas de ouro das proximidades dos depósitos. Para se certificar que as partículas vieram do solo onde estavam as raízes, os pesquisadores cultivaram árvores de eucalipto numa estufa, usando solo preparado com ouro. E, mais uma vez, eles encontraram ouro nas folhas.

A concepção de que as plantas absorvem minerais do solo que as cerca é muito recente, mas este é um caso extraordinário. “O ouro provavelmente é tóxico para as plantas e é levado para as suas extremidades (como as folhas) ou em zonas preferenciais dentro de células, a fim de reduzir reações bioquímicas prejudiciais’, diz um estudo recente sobre a pesquisa, publicado na Nature Communications. Os autores também apontam que esta é a primeira evidência de partículas de ouro em amostras naturais de tecido biológico vivo.” E isso é importantíssimo. 

Mas não pense que você pode ficar rico derrubando eucaliptos. Cada árvore tem uma quantidade tão pequena de ouro – 46 partes por bilhão, para ser exato – que você precisaria de centenas para conseguir fazer uma aliança de casamento. Mas as árvores poderiam ser usadas para indicar a localização dos depósitos subterrâneos de ouro. E como acredita-se aproximadamente 30% das reservas do mundo estão enterradas na região de Goldfields-Esperance, a busca pode valer a pena.

Não pensando em derrubadas como quer parecer a primeira vista, mas podendo ser usado como indicador de riquezas no subsolo. (do site do yahoo).

 

Felizmente, poderemos ter uma vacina contra a Dengue em cinco anos, segundo a notícia abaixo e que contempla os quatro tipos de vírus descobertos até agora e que já levou muitas vidas nos países tropicais.

O Instituto Butantan, em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), inicia em outubro os testes em seres humanos de uma vacina contra a dengue. A vacina está sendo desenvolvida para combater, em uma única dose, os quatro tipos da doença já identificados no mundo. Segundo Alexander Precioso, diretor de Ensaios Clínicos do Butantan, nenhum outro país tem uma vacina como essa.

A vacina começou a ser desenvolvida em 2006, juntamente com os institutos nacionais de Saúde dos Estados Unidos. Os vírus foram identificados no país norte-americano e, posteriormente, transferidos para o Butantan, em 2010.

A técnica utiliza o chamado vírus atenuado. “Isso significa que o próprio vírus da dengue é modificado para que seja capaz de fazer com que as pessoas produzam anticorpos, mas sem desenvolver a doença”, explicou Precioso.

Os cientistas já testaram a vacina em mais de 600 norte-americanos. “Os estudos lá mostraram que é uma vacina segura e que foi capaz de fazer com que as pessoas produzissem anticorpos contras os quatro vírus”, disse ele. O pesquisador explicou ainda que, nesses voluntários, não foram observados efeitos colaterais importantes, apenas dor e vermelhidão no local da aplicação, sensação comum para vacinas.

Porém, como os Estados Unidos não são uma região endêmica para a dengue, nenhum voluntário que recebeu a imunização havia contraído a doença antes. No Brasil, os testes vão envolver também pessoas que já tiveram dengue.

O cientista disse que, com base em estudos publicados no Sudoeste Asiático e nos Estados Unidos, pacientes com histórico de dengue poderão receber a imunização sem risco à saúde. “No início do desenvolvimento da vacina lá [nos Estados Unidos], algumas pessoas receberam vacina monovalente, só de um tipo, e depois outra dose de um vírus diferente, para ver se quem já tinha o passado de dengue correria risco”, explicou.

Em uma primeira etapa dos testes brasileiros, que começam nesta semana, serão recrutados 50 voluntários da capital paulista, todos adultos saudáveis e que nunca tiveram dengue, com idade entre 18 e 59 anos, de ambos os sexos. Eles vão ser imunizados em duas doses, com intervalo de seis meses entre elas.

A próxima etapa vai incluir pessoas com histórico de dengue e a vacina será aplicada em dose única. Serão 250 voluntários da capital paulista e da cidade de Ribeirão Preto, no interior do estado.

“Nós trabalhamos com a hipótese de que ela [vacina] será trabalhada em uma dose, mas nos primeiros 50 voluntários serão duas doses”, disse Precioso.“Os resultados de lá [Estados Unidos] demonstraram que a vacina já atua apenas com uma dose. Como ela vai ser, pela primeira vez, utilizada em uma região endêmica de dengue, vamos avaliar os dois esquemas [uma ou duas doses] e os dois tipos de população [já tiveram ou nunca tiveram dengue]”, acrescentou.

A terceira e última fase vai recrutar pessoas de diversas partes do país, de várias idades. “Ela vai gerar o resultado de que nós precisamos para solicitar o registro na Anvisa e, a partir daí, a vacina estará disponível”. A previsão dos pesquisadores é de que a vacina chegue à população em cinco anos. (Fonte: Agência Brasil).

Apesar do tempo ainda longo pela frente até todos os testes estarem concluídos, não devemos desanimar; enquanto isso devemos fazer a nossa parte, como não juntar lixo, e ficar de olho em água estagnada.