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Archive for Dezembro, 2009

A publicação científica “Harvard papers im Botany”, acaba de receber dos autores Ricardo Bertoncello e de João Luiz Aranha, a matéria sobre a descrição da nova planta, conhecida como Azeitoninha das nuvens ( Symplocus atlantica ), devido ao seus frutos pretos que lembram uma azeitona. Entretanto, ao mesmo tempo, que é motivo de euforia para a comunidade científica, a nova espécie, já está ameaçada de extinção, por ter seu habitat na floresta nebular, uma das divisões da mata atlântica, a partir de 1100 metros de altitude e estar envolta em nuvens, daí o nome nebular.

A ameaça de extinção, é explicada devido à possível migração das nuvens para altitudes mais elevadas, dado ao aquecimento global. O objetivo do estudo, era ajudar a entender como a comunidade de plantas na mata atlântica,  passa por modificações, conforme os diferentes extratos  da altitude morro acima, tese de  um mestrado na Unicamp.modificações, conforme os diferenetes extratos   da altitude morro acima, para um mestrado na Unicamp.

Ainda segundo o autor, a descoberta deu-se no início do trabalho, pois foi notório uma nova planta, totalmente diferente das demais que a cercavam,  em local que contempla vários endemismos ( espécies que só ocorrem  nesse local ).

Um fato curioso, ainda segundo os autores, é  que as espécies que estão envoltas em nuvens,  apresentam-se retorcidas e com cascas suberosas, características de ambientes secos, como o cerrado; a explicação para o fato, está na baixa diponibilidade de nutrientes.  Fonte Folha on line.

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Estudo realizado pelo INPE/UNBe Ong Amigos da Terra, revelou que 48% das emissões dos GEE pelo Brasil em 2005 , veio da atividade da pecuária, com o gás metano, muito mais nocivo do que o CO2,dados do inventário do Ministério da Ciência e Tecnologia. O gás metano, originado entre outras fontes, no estudo em questão, teve como base a geração na atividade da pecuária,  sendo resultante da fermentação no estômago dos ruminantes. Como efeito comparativo, cada tonelada desse gás equivale a 21  toneladas de CO2, daí os efeitos danosos dessa substância.

Segundo números de  Roberto Smeraldi da Ong Amigos da Terra, 1 quilo de carne industrializada significa 300 quilos de gás-estufa emitido, e esses 300 kg custam R$ 10 no mercado de carbono. É mais do que o custo da própria carne por quilo no atacado (o kg do dianteiro custa R$ 3,60; do traseiro, R$ 5,90)”, disse o especialista.

Esses números para o investidor do mercado de carbono, sinalizam que é mais vantajoso vender o carbono que poderá ser poupado no mercado de emissões, por preço superior ao da própria carne.

Se pensarmos que no preço do produto carne, estivesse embutido o preço da emissão de gás metano, este seria inviável do ponto de vista puramente financeiro. Ainda seguindo esse raciocínio, um frigorífico poderia auferir mais lucro, vendendo redução de GEE, do que produzindo proteína.

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DNA vegetal

Segundo a palestra do biólogo Christopher Dick no Simpósio Internacional sobre DNA vegetal, ocorrido na sede do projeto Biota/Fapesp, há mais espécies florestais em um hectare de floresta amazônica, do que em todos os países  da Europa juntos. O biólogo falou sobre uma nova ferramenta para identificação de novas espécies, método chamado de DNA barcoding no descobrimento de novas espécies florestais, propiciando um incremento imenso na Taxonomia. Esse método se baseia no uso de um pequeno trecho do DNA para ser usado como marcador na caracterização de espécies. Ainda segundo ele, o método se mostra rápido e barato e identifica uma espécie apenas por um pequeno pedaço de tecido, com aplicações amplas no combate a biopirataria, controle de pragas e investigação forense. Entretanto, dada a imensa biodiversidade nas florestas tropicais, juntamente com a dificuldade de se coletar material, seja por exiguidade de tempo de florescimento, caminhamento difícil, e ainda em muitos casos, o material das fases fenofícias, estar fora do alcance da pessoa; o método é uma ferramenta particularmente importante no que diz respeito a essas limitações, permitindo ainda evitar ambiguidades taxonômicas em materiais, fornecendo um selo digital  a cada nova espécie, permitindo receber a mesma classificação, quando dois pesquisadores estudarem um mesmo vegetal.

Dado que há uma grande escassez de especialistas em classificação, essa ferramenta possibilita que haja um grande incremento na descoberta de novas espécies vegetais em tempo recorde, exemplificando que se passou décadas para se encontrar e classificar 55 novas espéices na reserva Ducke em Manaus.

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Desde há muito estamos percebendo alterações no clima do planeta; especialmente no regime de distribuição de chuvas e na temperatura, que são as variáveis que incidem no nosso cotidiano. Lembremos que há pouco tempo atrás, Santa Catarina sofreu um mini Tornado, fenômeno esse que sempre esteve bem longe daqui, apenas ficávamos sabendo pela tv. Alternância de períodos de intensas e longas precipitaçãoes  com secas extremas, como a que assolou a região norte há coisa de poucos anos atrás, parece estar se repetindo. Esses fenômenos tendem a ser cada vez mais próximos e mais intensos, segundo os cientistas. Esse ano, a distribuição de chuvas na região sudeste bateu todos os recordes, especialmente se levarmos em conta que o mês de agosto, pelo menos até onde sei nunca foi época de chuvas, o que as pessoas mais velhas podem corroborar, sendo que tivemos pelo menos 10 dias de chuvas nesse mês em nossa região. Esse regime de chuvas diferenciado, junto com flutuações na temperatura média, está provocando mudanças nas épocas da floração das plantas e o que é mais grave, muitas floradas estão abortando. Tenho percebido esse fato no meu trabalho de coleta de sementes de plantas nativas; para muitas espécies não foi possível encontrar sementes.

Vejamos o caos em que mais de 150 municípios do Rio Grande do Sul estão submetidos em situação de calamidade pública, por inundações sem precedentes, sendo que recentemente, a decretação de calamidade fora devido à seca extrema, fato esse verificado no vizinho Uruguai e na Argentina no ano passado.

Esses fenômenos que estão ocorrendo  cada vez menos espaçados e com maior intensidade, guardam uma relação bastante estreita com a economia mundial, onde muitos interesses conflitantes serão contrariados, e por essa razão não devem ser esperados resultados animadores no curto prazo. Oxalá, que do encontro do COP-15, o bom senso impere e possamos respirar outros “ares”.

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COP 15

Começou hoje a COP 15 – Conferência das partes sobre as mudanças climáticas em Copenhague na Dinamarca.

Esse acordo substiuirá o protocolo de Quioto, a expirar em 2012.

O principal objetivo será encontrar soluções que permitem mitigar as crescentes emissões de poluentes, causadores de um incremento indesejado do efeito estufa, que segundo um consenso, causaram um aumento de 0,8 graus célsius na temperatura da terra no último século, muito embora uma minoria de cientistas não acredita que  o homem seja responsável por esse incremento, preferindo aceitar que o planeta passa por ciclos que independem da atividade humana. Há que se fazer aqui um comentário sobre Efeito Estufa – É uma proteção natural que envolve a terra, impedindo que ela perca calor; sem essa proteção, a temperatura seria de cerca 18 graus negativos, o que impediria a vida, tal qual a conhecemos. O problema reside no fato de que a atividade humana, face ao aumento desordenado da população, coloca na alta atmosfera gases em quantidades tais,  que intensificam o efeito estufa, de modo a impedir que os raios solares sejam refletidos para a atmosfera. Esse efeito está causando, segundo o IPCC, as mudanças climáticas a que estamos sendo submetidos, com derretimento das calotas polares com aumento do nível médio dos mares,  secas prolongadas em muitas regiões e inundações em outras. Diversos modelos matemáticos de clima, predizem temperaturas maiores que 2 graus até o final do século, com consequências catastróficas para o planeta. Os compromissos que os 192 países assumirão, com reduções de metas de emissões, serão para manter as temperaturas médias, no máximo em  2 graus Célsius, acima do nível apresentado no início da revolução industrial, há 250 anos.

Segundo um estudo  recente de diversas instituições de pesquisa, coordenado pelo economista ambiental, Dr Margules, se não for feito nada em termos de redução negociada, o Brasil vai amargar um prejuízo da ordem de R$153,6 trilhões nos próximos 40 anos, segundo modelos computacionais do IPCC, sobre o comportamento do clima no Brasil, como: temperatura, precipitação e fluxo das águas, com impactos na redução da cobertura da floresta amazônica da ordem de 40%, redução da oferta hídrica para geração de eletricidade e profundo impactos sociais, especialmente para a região norte, nordeste e centro oeste.

Segundo esse estudo, serão esperadas reduções de área plantada de 34% para soja, 15% para o milho e 18% para o café. Contrapõe- se a isso, que algumas regiões passarão a ganhar áreas de cultivo, onde antes não seria possível certas culturas, como o café, por exemplo. ´

Recentemente a ONU, traçou um paralelo entre as mudanças climáticas e a população da terra. Hoje somos 6,7 bilhões de pessoas; em 2050, seremos mais de 9 bilhões.

Certamente haverá espaço para todos, mas haverá recursos naturais?

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Bem-vindos!

Boa tarde pessoal,

Meu nome é Antonio Carlos Scutti, Tecnólogo em Gestão e Saneamento Ambiental e coletor de sementes de espécies nativas da região sudeste.

Sejam bem-vindos !

Visitem meu site e encontrem maiores informações : www.amburana.com.br

Um abraço,

Antonio Carlos Scutti

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